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U2 360 º Tour: a epopeia de um fã, o show, a experiência.

Enviado por Maza em dom, 04/17/2011 - 23:40

 

Todos que me conhecem um pouco que seja, sabem do meu fascínio pela banda irlandesa U2. Dito isso, quando da confirmação dos shows de sua turnê no país e mais do que isso, quando dos ingressos adquiridos, seria apenas uma questão de tempo, para voltarem todas aquelas sensações inigualáveis de fevereiro de 2006, quando vi a banda de perto pela primeira vez: horas na fila, viagem para outra cidade, pouca alimentação, poucas horas de sono, várias horas dentro de um avião com amendoim em saquinhos e variantes... No fim das contas é uma pequena jornada que cada um enfrenta, cada qual a sua maneira. No fim das contas e quase sempre, acaba valendo à pena. E no meu caso, é claro que sim.
 
Desde terça (12/04/11) na capital Paulista, chego com um temporal de proporções medianas: muita chuva, relâmpagos, trovões e vento batendo... em outras palavras: um lindo dia para se chegar em uma cidade. Sem ironias (se estivesse com sol e quente, seria detestável).
 
Já no dia seguinte, horas na fila do Morumbi. Água quente. Barra de cereais sem sabor ou quando com sabor ele era amargo, banheiro a 2 reais. De tudo um pouco acontece. São as horas que antecedem a entrada no estádio, são essas as várias horas na fila para pegar um lugar privilegiado na pista do grande espetáculo que irá começar em breve. 
 
A fila começa a andar... após a primeira revista, a visão era de um formigueiro fugindo de um copo d’água, milhares se espalhando e o que me veio à mente em poucos segundos foi a clássica cena de Forrest Gump no estádio de futebol americano: Corra Maza, corra! Correria insana, segurança me segura pelo braço como querendo me parar e eu, de forma irresponsável, puxo meu braço de volta, me escapo dele, mas ainda tenho tempo de olhar para trás, olhar nos olhos dele e cuspir no chão... seguranças x fãs do U2 = fãs do U2 humilham seguranças, sempre! E finalmente, já dentro do estádio, quase sem ar, com unhas roxas e o olhar marejado, me encontro na pista, ao lado do palco e quase embaixo da passarela móvel... vitória suprema! Agora é esperar mais umas 5, 6 horas dentro do estádio que logo começa o show. Como adoro ficar sem fazer nada... é um passatempo a ser apreciado sem moderação.
 
Ah sim, é imprescindível comentar a estrutura, o palco, a suposta nave espacial gigante montada. Algo monstruoso, a garra, um palco que pesa 280 toneladas, 52 toneladas apenas em função do telão, com quase 900 telas de LED, cada uma de 500 mil pixels. O palco tendo seu formato circular ficou no interior da monstruosa estrutura de quatro garras metálicas em aço inoxidável, 50 metros de altura cada garra. Outro ponto a ser destacado é a grandiosa rampa circular (claro) que estava ligada ao palco por duas pontes que iriam se mover conforme o andamento do show, possibilitando a movimentação do grupo e tendo assim uma aproximação muito mais intensa com seu público e sendo assim, criando o giro de 360 graus que deu nome para a atual turnê. 
 
Nesse tempo de espera, você passa por vários momentos (tento manter a minha postura de antissocial, mas não consigo, em um estádio só com fãs de U2 é impossível), encontro pessoas chorando de emoção, outros que parecem perdidos, pois entram na “pista vip” de terno e gravata (só faltou ser como no show de Paul McCartney, onde na pista VIP tinha mulheres com cachorros no colo e gente tomando champagne em taças...ok, isso deixamos como exclusividade do povo gaúcho...rs), tira foto com sósia de Bono, escuta pérolas trash impagáveis (“Bono, eu te como mas prefiro Negresco”) e assim  por diante. Quando percebemos, já é noite (e nisso, mais um alívio, ficou nublado todo o dia, alguns pingos caíram no fim da manhã, mas sol mesmo, só no fim da tarde... ótimo, melhor seria se estivesse caindo o temporal do dia anterior, mas nem tudo é perfeito nesse dia) e antes do show dos irlandeses, tivemos a banda Muse. Mantendo um conceito de qualidade estilo Maza de ser, que é algo ainda superior a tal badalada pontualidade britânica, não basta um evento acontecer no horário previsto, é preciso acontecer antes disso. O show de abertura estava previsto para as 20 horas, mas 19 horas e 58 minutos começa a apresentação da banda Muse (tapa de luva de pelica na cara dos idiotas que nunca chegam no horário nos compromissos, nos teatros, cinema e outros e sempre pedem 5, 10 minutos de tolerância...para todos vocês que pensam dessa forma e acham isso lindo e maravilhoso... comprem um relógio. Ou melhor, não precisam comprar relógios... apenas padeçam...isso já me deixará feliz). Show excelente, vibrante, alto e bom som, Rock And Roll puro, bateria pesada, guitarra inspirada, vocal empolgado... palmas para os caras, não sentiram o peso em nenhum momento de fazer o show de abertura...bravo Muse, bravo.
 
Na faixa das 21h40 o movimento da pista próxima ao palco, na hot área, área vip, ou seja lá o que for, a movimentação se altera, os olhares mudam, as pessoas começam a surtar, movimentos estranhos. Do nada, a fumaça branca surge próximo à passarela móvel. No telão, observamos algo diferente e começamos a escutar Space Oddity, de David Bowie. Correria insana, pessoas vibram, pulam, se atiram, o descontrole é geral. O U2 está entrando no palco para encerrar a 360º Tour na América do Sul. Diferente de praticamente todas as bandas, a estrutura do palco faz com que eles entrem em meio ao público, nada de distanciamento com os fãs... dependendo de onde você estava na pista, Larry Mullen Jr., Adam Clayton, The Edge e Bono passam há poucos metros de distância de onde a pessoa estava posicionada. Estrelismo e distanciamento dos fãs? Isso é para fracotes, não para o U2. A banda finalmente chega ao palco. Para muitos, milhares ali é a realização de um sonho, é uma saga, um caminho longo e hercúleo até chegar ali, mas que no fim sempre vale a pena. Para mim, era chegado o momento, 1868 dias depois de ter visto a turnê Vertigo, era chegada a hora de rever a banda de perto. Um sonho, um transe, uma experiência inebriante, que gostaria e queria experimentar mais e mais vezes, é algo de difícil explicação... U2 causa isso em seus fãs.
 
A banda começa resgatando Even Better Than The Real Thing (Acthung Baby, de 1991) seguida de I Will Follow (de Boy, do clássico primeiro álbum, 1980) e mais duas na sequência, Get on your Boots e Magnificent do último álbum (No line on the horizont, 2009). Nesse início de show já estamos vibrados em todos os movimentos da banda, The Edge tocando muito na sua guitarra arrebatadora, Adam Clayton se movimentando muito e seu baixo sempre inspirado, Larry na bateria fazendo com que aquilo pareça algo fácil de tocar e Bono, mesmo que levemente rouco perto de outras apresentações, se mostra sempre vibrante e empolgado, carregando ainda mais o público para junto da banda, como se isso ainda o fosse necessário. Mysterious Ways toca e o telão mostra as mãos se enchendo, a banda em transe com o público, o vocalista começa a dançar de acordo com a música... a plateia não pisca e segue cantando em coro as músicas que seguem com Elevation (insano, quem está na pista sente o chão tremer, quem está na arquibancada observa farelos de cimento caindo e nas cadeiras, ora... para que cadeiras se ninguém está sentado?), Until The End Of the Wortld (com breve trecho de Whole World In His Hands) e I Still Havent´ Found What I´m Looking For (Bono em alguns momentos para de cantar, o público faz isso por sua conta, 90 mil vozes ou mais cantam, recitam trechos da canção como que uma oração em que nada pode dar errado e todos estão interligados em uma só voz). Breve pausa...qual seria a próxima música...há  quem diga que uma música clássica e que ficou de fora nos shows anteriores...Pride... e todos, TODOS no estádio e ao lado de fora, todos cantam In The Name Of Love!! Uma nova pausa, Bono fala brevemente com a plateia... pouco antes disso, em algum outro momento faz menção de que o show está sendo transmitido ao vivo por várias rádios online, para todo continente. Seu comentário torna-se ainda mais singular e com uma pontada de sarcasmo quando fala para o público que, se eles estivessem gostando das músicas e do show inteiro, que “façam o download, mas, por favor, não falem para ninguém”... genial. 
 
Temos então a participação especial, que confesso, talvez seja um dos poucos que não tenha achado graça, fantástico nem nada. Seu Jorge entra no palco para fazer dueto com a Banda e cantar The Model, cover de Kraftwerk. Confesso que naquele momento surgiu aos meus olhos o brilhante documentário Shine A Light, do mago Martin Scorsese. Nele, é mostrada parte de um show dos Rolling Stones e em determinado momento, sobe ao palco Christina Aguilera. Olhando aquilo ficava claro uma coisa: ela poderá viver até os 150 anos, produzir e lançar outros 150 álbuns, mas o maior momento da carreira sempre será o de ter tocado com os dinossauros do rock, sempre. O mesmo eu digo em relação à participação de Seu Jorge. Obviamente sem comparação entre os citados, pois iria se caracterizar em um ato maldoso, canalha e de pura injustiça (injusto para a Christina Aguillera, é bom deixar claro isso). 
 
Após esse momento, retornamos ao alto e bom som com Beautiful Day seguido de trecho de Gracias A La Vida. Então entramos em um momento emocionante, clássico, arrepiante, mais ainda que os demais. Miss Sarajevo mostra o porque da necessidade da chuva em shows do U2, litros, rios de lágrimas despertam em milhares de pessoas no Morumbi. Bono, mesmo se mostrando mais rouco que o habitual, estraçalha com a alma de cada fã, desarmando qualquer pessoa um pouco menos sentimental. Nisso, em um breve momento de desvio, percebo, há poucos metros de mim, que um homem pede uma mulher em casamento. Desumana a atitude, por mais que ela esteja ali por obrigação, por mais que esteja com aquela pessoa por dinheiro, sexo e similares, é um ato ao mesmo tempo genial e cafajeste de se fazer, como dizer não nesse momento. Se a pessoa balbuciou sim ou não, eu não percebi nem nada (embora se tenha dito não, só poderá ser uma máquina feminina de O Exterminador do Futuro. Ou um misto de Sarah Connor, Michelle Rodriguez e Sue Sylvester, algo desprovido de sentimentos), mas é digno de se colocar no currículo, pedir alguém em casamento com tal música de fundo. Seres humanos, sempre nos surpreendendo nas suas mais diversas atitudes de manipulação do coração. 
 
Após esse momento de deixar todos no chão e com rostos inchados e aos soluços, não seria possível seguir com outra música emotiva, seria irresponsável e causador de mortes em massa, corações explodindo em uníssono. A Banda sabe disso e então, observamos uma pausa na circulação entre passarelas, no caminhar da rampa circular. O quarteto irlandês fica no centro do palco e as milhares de telas de LED descem e supostamente aprisionam a banda dentro, começa Zooropa, a lembrança de um estilo mais dancing, intenso, incessante. Na verdade o supostamente é algo insano, pois a realeza com que tal ato aconteça faz com que os aprisionados não seja a banda, e sim o público, que fica vidrado, com olhos, alma e tudo o mais diante daquele visual, som e tudo que se segue. Esses malditos irlandeses sabem das coisas. Sempre.
 
A plateia, ainda e plenamente alucinada, muito mais que em uma Rave para 90 mil pessoas ou ainda mais hiptonizada que na festa de Zion em Matrix Reloaded (ah, vocês realmente não imaginavam que eu deixaria de fazer menções cinéfilas nesse texto não é mesmo...), as luzes mudam seu tom para vermelho forte, algo pulsante. Logo começam os acordes do penúltimo álbum da banda, da música de abertura, City of Blinding Lights (que toca principalmente no filme O Diabo Veste Prada, em seu segundo ato, para ser mais exato) e a plateia canta junto, Bono apenas canta por humildade, tão somente por isso. Ao fim da mesma, a música parece não ter fim, a guitarra surge alto e forte, embriagante. Bono ainda fala algumas palavras, chamando o público para junto... como se fosse necessário. Precisou apenas de uma palavra, o público urrou todas as 4 palavras iniciais , muito mais que o próprio vocalista ou toda a banda:
 
UNO, DOS , TRES , QUATORZE !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
 
Vertigo, espetacular música da turnê anterior, do cd anterior. Naquele momento de plena loucura coletiva, lembrei de 2006, onde a plateia estava tão insana quanto a de 2011 (com exceção de uma certa Juliana Didone que naquele show parecia estar mais preocupada em me secar do que acompanhar o show...mas isso é uma outra história que não cabe aqui ser detalhada), que show, que som, que canções...o show já passava da metade mas a plateia nem pensava nisso, nunca. Ao final da música, Bono ainda puxa It´s Only Rock And Roll (But I Like It), dos Rolling Stones (ok, é óbvio que são dos ingleses mas vamos manter a humildade e informar de quem seria essa música, como se ninguém tivesse nascido nos últimos 50 anos e não soubessem de quem é a música). Seguimos com a dançante I´ll Go Crazy if I Don´t Go Crazy Tonight (com trechos de Relax e Two Tribes) e mal a música acaba temos um hino da banda, um hino de guerra, um clamor, uma canção de indignação, palavras que demonstram a revolta pela barbárie ocorrida na Irlanda nos anos 70,  a bateria incomparável de Larry Mullen não deixa dúvidas, estamos ouvindo Sunday Bloody Sunday. Não preciso falar muito mais da música se não que Bono circulou pela rampa circular, ficando a menos de 5, 4 , talvez 3 metros deste que vos escreve...surreal.
 
Seguimos a noite com Scarlet, Walk On mais You´ll Never Walk Alone. Temos ao final da mesma um discurso politicamente correto, básico nos shows da banda e ao final das palavras de Desmond Tutu ele berra, solta a voz e diz: ONE!! Mais pessoas se emocionam, beijos escandalosos acontecem, troca de carícias em meio à música que ressona na mente de cada pessoa... brilhante, nada menos que isso, sempre. Chegamos quase ao fim do som, “TODOS CHORA”, “TODOS LAMENTA”, “TODOS SOLUÇA”, TODOS não sei o que mais... escutamos trechos de All I Want Is You (belíssima canção, realmente surpreendente entrar no seleto repertório do show) e partimos para a canção que abre um dos mais arrebatadores e irrepreensíveis trabalhos do U2, um álbum com mais de 2 décadas de existência e que ainda mantém seu padrão de qualidade acima da média. O álbum é The Joshua Tree e a canção é a impecável Where The Streets Have No Name ... sem comentários, apenas acrescento que foi com essa música e álbum que comecei a conhecer de fato a banda (ah sim, Bono ainda encontra espaço para falar: SOU BRASILEIRO...E NÃO DESISTO NUNCA. Agora sim, a frase passa ter um real significado, em todos os aspectos possíveis e inimagináveis, agora sim). A banda saiu de cena, aplausos e tudo mais por todos os lados. No telão, vemos uma nave especial com dois supostos extraterrestres assobiando justamente a música anteriormente citada. A nave pequena é sugada, engolida, sumida pela nave mãe, ou seja lá o que aquilo é...a banda está de volta. O BIS está começando, a turnê está encerrando de fato...do alto do telão surge um microfone, plugado em uma longa e forte corda que é uma espécie similar ao objeto circular que é utilizado no filme Tron, o Legado. Da fumaça branca surge Bono e canta de forma alucinada Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me (que fez parte da trilha de Batman Eternamente, 1995). É o momento em que o vocalista faz suas acrobacias, como jogando o microfone para dentro e para trás, se gruda no próprio aparelho e anda com ele como se fosse um balanço de criança para vários os lados do palco... um show não precisa ser apenas de canções de amor, de guerra, de hit’s, precisamos também de algo mais teatral, que brinque com as limitações de um show e ainda funcione perfeitamente em cena...como diz o vocalista, What time is in the world? it´s showtime ... always! Ao final da mesma passamos para With Or Without You, que de forma surpreendente, não teve nenhuma fã no palco para detonar e dançar com a banda...TODOS SORRIDENTES! E fechando de forma avassaladora, Moment of Surrender. A banda circula pelos 360 graus se despedindo da plateia e todos em êxtase , em frenesi, em frisson, vibram e se despedem da banda. Ali terminava a turnê na América do Sul, o show, o momento único e ainda assim difícil de descrever em sua plena exatidão.
 
Ao final do show, no retorno para o hotel e até chegar lá é uma longa jornada, onde milhares estão destruídos, destroçados. Minha voz está no fim, meus pés parecem estar se esfarelando, sumindo, acabando como que em uma ampulheta colocada de cabeça para baixo. Duas dezenas de unhas roxas que fariam orgulhosos os defuntos de A Sete Palmos. Mas acima de tudo, o sentimento que fica é de que o corpo está definhando, que levará – e levaram - várias horas, dias, para a recuperação plena, mas acima disso, o sentimento que fica é a satisfação, a realização, o orgulho de ter participado dessa jornada para conquistar seu lugar próximo a esses malditos irlandeses. Foram horas de luta por ingressos, pesquisas de viagens aéreas, mais de 250 reais em táxi em pouco mais de 48 horas em São Paulo (alguns diriam: pegue metrô... bom, para um antissocial e capitalista como sou, sou mais táxi... e não me arrependo), tudo isso (e muito mais) no fim das contas acabou valendo a pena. Assistir ao U2 é sempre algo prazeroso, que vai além de sensações tão corriqueiras e habituais que estamos acostumados. Não costuma ser um show e sim uma experiência. E desde já estou torcendo por uma nova turnê e que passe novamente pelo Brasil. Será o caos novamente, mas valerá a pena. Esses malditos irlandeses sabem das coisas. Sempre.
 
U2 | 360º Tour
Set List do Show
Morumbi, 13/04/2011
 
1. Even Better Than The Real Thing
2. I Will Follow
3. Get On Your Boots
4. Magnificent
5. Mysterious Ways
6. Elevation
7. Until The End Of The World + Anthem (trecho) + Whole World In His Hands (trecho)
8. I Still Haven’t Found What I’m Looking For
9. Pride (In The Name Of Love)
10. The Model (com a participação especial de Seu Jorge)
11. Beautiful Day + Gracias A La Vida (trecho)
12. Miss Sarajevo
13. Zooropa
14. City Of Blinding Lights
15. Vertigo + It’s Only Rock ‘n’ Roll (But I Like It) (trecho)
16. I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight + Relax (trecho) + Two Tribes (trecho)
17. Sunday Bloody Sunday
18. Scarlet
19. Walk On + You’ll Never Walk Alone (trecho)- Discurso de Desmond Tutu
20. One
21. All I Want Is You (trecho) + Where The Streets Have No Name 
 
Bis:
22. Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me
23. With Or Without You
24. Moment Of Surrender

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