CINE-RESTROSPECTIVA 2011

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Enviado por Giordano em seg, 01/23/2012 - 19:46

Um dia antes de saírem as indicações ao oscar, resolvi fazer uma retrospectiva superficial (como todas as retrospectivas devem ser), mas o mais completa possível sobre o que aconteceu no cinema em 2011. Para quem não sabe, o meu ano cinematográfico vai mais ou menos de março a março, não só por eu ser americanóide, mas também para entender as tendências de um ano no cinema, entendendo o filme como repercussão mundial. Então, se pensarmos  em Árvore da Vida e Cisne Negro no mesmo ano, somos prejudicados não só por irmos contra a grande maioria dos veículos que falam de cinema, mas também por danificar a compreensão do cinema como um todo em determinado espaço de tempo. 

Portanto, há vários filmes dessa lista que eu não assisti por serem inéditos no Brasil (e procuro sempre chamar atenção para o fato). Sobre o texto, é bem curto, e fala pouco do filme e mais da recepção dele, e alguns fatos envolvendo os bastidores, quando julguei necessário. Tentei colocar o mínimo de julgamento de valor sobre o filme, mas às vezes foi meio inevitável, hehe. No final, coloquei atores e atrizes que se destacaram em 2011 e Top 5 das bilheterias mundiais, sucessos e fracassos. Ah, e não há cinema brasileiro na retrospectiva, pois espero ter um artigo a parte sobre!

Boa Leitura! E um ótimo 2012 cinematográfico.

POLÊMICA E SUCESSO NO "CINEMA INTELECTUAL"

O recluso TERRENCE MALLICK saiu de seu covil para nos entregar ÁRVORE DA VIDA, vaiado por alguns em cannes, o que não impediu que o filme levasse a PALMA DE OURO. Muita gente não entendeu o filme, mas muita gente que entendeu, se apaixonou pelas discussões sagradas que o filme propõe, desde o big bang até uma crise familiar nos anos 50. Foram elogiadíssimas as atuações de Brad Pitt e Jessica Chastain, assim como a impressionante fotografia de EMMANUEL LUBEZKI. Correm boatos sobre uma versão de Mallick com quase dez horas. Outra polêmica foi que SEAN PENN afirmou ter se decepcionado com o resultado final, pois a narrativa abstrata da montagem estragou a beleza do roteiro (e a função do seu personagem na história). 

LARS VON TRIER literalmente destroi o mundo em seu novo filme MELANCOLIA. E bem no meio do casamento da personagem da premiada KIRSTEN DUNST. Como sempre são os filmes do dinamarquês, é um ame ou odeie. E dessa vez, Von Trier causou mais polêmica do que seu filme, ao fazer uma piadinha sobre ser nazista e entender Hitler em pleno festival de Cannes. Era só uma piada, mas pouca gente achou graça, e Von Trier se tornou persona non grata no festival. 

PEDRO ALMODOVAR, depois de filmes considerados exercícios de estilo, voltou a trabalhar com ANTONIO BANDERAS em A PELE QUE HABITO, discutindo seu assunto recorrente (sexualidade e gêneros) e fazendo uma elogiada mistura de thriller hitchcockiano e o melodrama exagerado.

O canadense DAVID CRONEMBERG continuou sua linha de dramas psicológicos com VIGGO MORTENSEN, ao colocá-lo como o psicanalista Singmund Freud em um duelo mental com Carl G. Jung, interpretado por MICHAEL FASSBENDER. Ainda inédito no Brasil. 

Enquanto isso, o mais compreendido dos incompreendidos, Woody allen, continuou seu euro-tour no mairo sucesso de bilheteria da sua carreira, a interessante comédia fantástica sobre nostalgia MEIA NOITE EM PARIS, com Owen Wilson, Marion Cotillard e uma série participações especiais (incluindo a primeira dama francesa Carla Bruni). Pela primeira vez em anos, Woody é favorito em uma série de premiações, as quais provavelmente não comparecerá, honrando a tradição iniciada quando foi indicado por Noivo Neurótico, Noiva Nervosa

O filme iraniano favorito ao Oscar, A SEPARAÇÃO, do diretor Ashgar Farhadi, venceu o Urso de Ouro em Berlim, é um poderoso drama socio-familiar. 

FAUSTO, de Alexander Sokurov (Arca Russa) venceu o Leão de Ouro em Veneza, e mostra uma pesada e elogiada versão diferente para a obra literária de Goethe.

O GAROTO DA BICICLETA, dos irmãos Dardenne, mostra que a França soube fazer uma reinterpretação do conto da Chapeuzinho Vermelho de maneira muito mais criativa, poderosa e eficiente do que Hollywood, e venceu o prêmio especial da crítica em Cannes. 

RECEPÇÃO MORNA DOS FILMES DE ALGUNS CINEASTAS

O "visionário" ZACK SNYDER atacou novamente (mas dessa vez falha) com seus vícios de linguagem absurdos, trilha sonora nonsense e muito slow motion em SUCKER PUNCH, numa história que fez sentido para pouquíssima pessoa, mas trata-se de uma das maiores masturbações nerds ao misturar garotas vestidas de colegial, dragões, ninjas, zumbis nazistas, trens, aviões, robôs e naves espaciais. 

JIM SHERIDAN amargou um dos maiores fracassos do ano, o drama de horror A CASA DOS SONHOS, com Rachel Weisz e Daniel Craig.

Quem também teve uma recepção fria foi GUS VAN SANT, que não empolgou quase ninguém com o romance INQUIETOS, filme cujos posters e trailers geraram expectativa nas tribos indie e hipster, mas não agradou muito nem crítica, nem prêmios, nem grande público, e nem mesmo a grande maioria dos fãs do diretor de Elefante.

E CAMERON CROWE, o diretor cool de Quase Famosos, voltou da aposentadoria e seu novo filme, o simpático COMPRAMOS UM ZOOLÓGICO, com Matt Damon, não causou nenhuma reação forte na bilheteria ou na crítica, nem negativa, nem positiva. 

ROLAND EMMERICH (O Dia Depois de Amanhã) tentou sair da linha de filmes-catástrofe, mas sua conspiração shakesperiana ANÔNIMO teve uma bilheteria catastrófica, no mau sentido. Ainda inédito no Brasil.

Depois do elogiadíssimo O Escafandro e a Borboleta, o artista plástico JULIAN SCHNABEL escala FREIDA PINTO em seu novo filme, mas quase ninguém viu MIRAL. E muita gente que viu, não gostou. Ainda inédito no Brasil.

Já KEVIN SMITH tentou fazer um filme de horror com pretensões religiosas, mas a polêmica que prometia não apareceu quando RED STATE estreou e ninguém levou a sério. Quer dizer, o Tarantino o listou como um dos melhores filmes de 2011. Os fãs brasileiros de Kevin Smith ainda vão esperar pois a ditribuição ainda está no ar.

Roman Polanski, o menos infame dos infames, realizou a elogidíssima comédia DEUS DA CARNIFICINA, adaptando a famosa peça de mesmo título, e reuniu Kate Winslet, Jodie Foster, John C. Reilly e Christoph Waltz no que parece ser um show de atuações. Mas nós ainda vamos ter que esperar muito para ver pois a má fama do diretor parece ter complicado a recepção do filme, o que dificulta a distribuição por aqui. Too bad.

Stephen Daldry dirigiu três filmes (Billy Elliot, As Horas e O Leitor) e foi indicado ao oscar pelos três. Nada mais natural que a Paramount e a Warner esperem que o raio caia no mesmo lugar uma quarta vez. Mas forçar a barra para que isso aconteça ao segurar o filme até os últimos dias de dezembro e lançá-lo aos poucos pelos EUA alcançando datas em 2011 é um pouco demais. TÃO FORTE E TÃO PERTO, adaptação do bestseller de Jonathan Safran Foer, teve uma recepção fria da crítica, mas o público parece estar respondendo relativamente bem. Nós vamos ter que esperar ainda, já que só poderemos chamar data oficial depois que for medido o buzz para o oscar. 

AÇÃO FRENÉTICA, TRILHA ELETRÔNICA E... SUCESSO DE CRÍTICA.

HANNA não foi um grande sucesso de público, mas a crítica elogia a direção segura de JOE WRIGHT nas cenas de ação, a atuação de SAOIRSE RONAN como a pequena assassina e a trilha dos CHEMICAL BROTHERS.

TRENT REZNOR E ATTICUS ROSS, do Nine Inch Nails, voltaram a fazer trilha para um trabalho de DAVID FINCHER, o pesado remake do sueco MILLENIUM – OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES, que contou com uma elogiada atuação de Rooney Mara como Lisbeth Salander. Ainda inédito no Brasil.

NICOLAS WINDING REFN, RYAN GOSLING e o compositor CLIFF MARTINEZ fizeram o filme de ação mais comentado do ano, o frenético DRIVE, mas que talvez fique de fora do Oscar, devido ao conservadorismo da academia. Ainda inédito no Brasil.

A NOSTALGIA TOMA CONTA DO CINEMA

J. J. ABRAMS fez de SUPER 8 uma grande homenagem aos filmes de Spielberg dos anos 80, com diversas referências aos filmes de seu mestre (e produtor), levando o público a um divertido e nostálgico passeio pelos mundos de ET, Os Goonies, Contatos Imediatos de Terceiro Grau, e por aí vai.

Spielberg também produziu os também nostálgicos GIGANTES DE AÇO e COWBOYS & ALIENS. O primeiro, uma história de superação de pai,filho e robôs com moldes de RockyO Campeão, mas o filme foi prejudicado pelas comparações com Transformers. E ninguém deu muita bola. Uma pena (na minha humilde opinião). Já o segundo, uma adaptação de uma fraca HQ que se tornou uma divertida brincadeira de gêneros que traz de volta Harrison Ford, e apesar da originalidade da proposta e elogios da crítica, a competição impediu o filme de ser um grande sucesso. Além desses dois, Spielberg também produziu a versão sci fi teen de Juventude Transviada, EU SOU O NÚMERO QUATRO, mas DJ Caruso está longe de ser Nicholas Ray, e Alex Pettyfer está longe de ser James Dean. 

STEVEN SPIELBERG, em seu ótimo ano, também dirigiu CAVALO DE GUERRA, baseado em um livro e uma peça infanto juvenil, o filme resultou num conto de guerra à moda antiga, com ares de ...E o Vento Levou. A história de Joey foi contada com cenas de guerra esplêndidas, uma linda trilha de John Williams, uma incrível fotografia de Janusz Kaminski, e... pouco sangue e muito melodrama. Não que isso seja ruim. (novamente, na minha humilde opinião).

Não só Woody Allen e Spielberg estavam nostálgicos esse ano. Em A INVENÇÃO DE HUGO CABRET, MARTIN SCORSESE foi às raízes do cinema para fazer o seu primeiro filme 3D (com a tecnologia de ponta das câmeras Cameron-Pace... é, Cameron.), ao contar uma história fantástica envolvendo um menino, seu pai, muitas máquinas e George Meliés, um dos pais do cinema. Ainda inédito no Brasil.

E também envolvendo as raizes do cinema, a co-produção franco-americana O ARTISTA, um filme mudo, em preto e branco, de Michel Hazanavicius e estrelado por Jean Dujardin. Uma surpresa que apareceu nas premiações e se tornou o favorito ao Oscar esse ano. Ainda inédito no Brasil. 

A nostalgia foi tanta que até OS MUPPETS voltaram aos cinemas em um filme divertidíssimo, recheado de participações especiais e músicas absurdamente divertidas. Um dos resgates da inocência nos filmes infantis, perdida com a animação computadorizada. Ah, e Os Muppets chegaram aos cinemas "Na mesma dimensão que você sempre os viu".

O CINEMA SE DESPEDE DE HARRY POTTER

A saga do bruxo chega ao fim em HARRY POTTER & AS RELÍQUIAS DA MORTE parte 2, o empolgante último capítulo da história, com efeitos impressionantes, uma ritmo acelerado, a segura direção de Richard Yates, a melhor trilha que Alexandre Desplat já fez e elogiadas performances de Alan Rickman, Helena Bonham Carter e Ralph Fiennes.  O filme, como era de se esperar, é a maior bilheteria do ano, até por que arriscou-se no 3D. Parece o fim de uma fase para uma geração na qual fiz parte, e que sem dúvida marcou minha vida. J. K. Rowling parece querer arrancar mais de sua criação através do Pottermore, uma mistura de facebook e extra de DVD feita para a internet. Sobre o Pottermore, eu acharia muito legal aos doze anos, mas agora, me parece uma série de fanfics, com a única diferença é que são escritas por Rowling. 

MAS INFELIZMENTE NÃO SE DESPEDE DOS ASTROS DE TWILIGHT

Imitando a saga do bruxo, os produtores gananciosos de Twilight decidiram também dividir os filmes da saga, para o sofrimento de quem frequenta cinemas, que lotaram nos primeiros dias de AMANHECER PARTE 1, que manteve a alta bilheteria padrão dos outros filmes da série. Dessa vez, com direito à primeira cena de sexo do insuportável casal e os primeiros insights pedófilos de Jacob. 

Robert Pattinson deu as caras também no melodrama ÁGUA PARA ELEFANTES, com Reese Whiterspoon e Christoph Waltz, um filme à moda antiga não muito bem recebido por crítica e público. 

E Taylor Lautner tentou exibir seu físico em outro filme, o fracassado SEM SAÍDA, que mesmo com a massiva campanha de marketing em cima do protagonista, não emplacou. O filme é uma espécie de Bourne teenager.

 

A “crepuscularização” de contos de fada em A MENINA DA CAPA VERMELHA e A FERA agradou somente a (algumas) adolescentes fãs de Stephanie Meyer. A diretora Katharine Hardwicke, Amanda Seyfried, Gary Oldman... todos pagam mico na adaptação da Chapeuzinho Vermelho. E em A Fera, com Alex Pettyfer e Vanessa Hudgens, além de vários problemas, pecou pela beleza do protagonista, que deveria estar horrível para interpretar a "Fera" do conto, e ao invés de pelos nojentos e garras ameaçadoras, ele tem tatuagens e cicatrizes estilosas. 

A PARANOIA CONTRA O TEMPO EM NOVOS BLOCKBUSTERS

STEVEN SODERBERG anunciou aposentadoria e logo voltou atrás, e em 2011 ele lançou seu comentário sobre as ameaças das recentes epidemias, e o que aconteceria se elas de fato se tornassem uma grande pandemia. CONTÁGIO, apesar de algumas críticas negativas à falta de foco da trama e falta de utilidade de alguns personagens, foi um grande sucesso de público. 

DUNCAN JONES (o filhote de David Bowie) provou não só que Lunar não foi golpe de principiante, mas também que seu SOURCE CODE - CONTRA O TEMPO, não era só um wannabe Inception, como apontava o trailer, e tornou-se um surpreendente sucesso de público e crítica. (todo mundo gostou, menos eu).

E Robert DeNiro, cuja carreira anda mal, e Bradley Cooper, cuja carreira anda bem, uniram forças no divertido SEM LIMITES.

 EPIC FAIL DE NOVAS FRANQUIAS. OU NÃO.

INVASÃO DO MUNDO: BATALHA DE LOS ANGELES prometia muito, mas não cumpriu quase nada. Uma espécie de versão documental de Independence Day, que não parece ter agradado muita gente. Mas vai saber.

Paul Bettany tentou se emplacar como herói de ação em PADRE, mas não agradou aos fãs do personagem nem ao grande público. Mas talvez tenha agradado um ou outro fã de Underworld, então nunca se sabe.

PAUL W. S. ANDERSON fez um dos filmes mais megalomaníacos (e mais criticados) do ano em sua bizarra versão de OS TRÊS MOSQUETEIROS, com um protagonista sem talento (Logan Lerman), Orlando Bloom, Milla Jovovich, Christoph Waltz e uma série de desculpas para cenas de ação estapafúrdias e invencionices cyberpunk. Se você gosta de Alexandre Dumas, assistir ao filme não é recomendável. Eu, pelo menos, espero sinceramente que os planos de sequencia sejam abortados, mas de novo, vai saber.

NICOLAS CAGE continua em sua missão de estragar sua própria carreira cada vez mais com FÚRIA SOBRE RODAS e CAÇA AS BRUXAS.

Novas versões de ARTHUR O MILIONÁRIO, CONAN, BESOURO VERDE e FOOTLOOSE tentam agradar as novas gerações, mas apenas o último faz algum sucesso. 

Enquanto OS SMURFS são repaginados em uma versão a maneira de Alvin e os Esquilos e dominam a bilheteria por semanas a fio, apesar das várias críticas negativas (e do ódio dos fãs do desenho animado). 

NOT ANOTHER SUPERHERO MOVIE!

CAPITÃO AMÉRICA e THOR chegam aos cinemas para deixar todo mundo com mais vontade de ver Os Vingadores. O primeiro com a nostalgia (de novo!) de uma matinê dos anos 40, e o segundo com as pretensões épicas de Kenneth Brannagh.

X-MEN: PRIMEIRA CLASSE mostra que os mutantes ainda tem história para contar no prelúdio se passando nos anos 60, num sucesso de público e crítica.

Pouquíssima gente gostou de LANTERNA VERDE. Então que tal nós (e a DC Comics) passarmos para aquele momento em que a gente apenas ri disso?

APESAR DAS TENTATIVA DE NOVAS FRANQUIAS, A SOLUÇÃO RÁPIDA PARA A CRISE EM HOLLYWOOD AINDA É A REPETIÇÃO DE PERSONAGENS SEGUROS. E SEMPRE COM SUBTÍTULOS. 

Então, tivemos Jack Sparrow e Barbossa em mais um PIRATAS DO CARIBE 4: NAVEGANDO EM ÁGUAS MISTERIOSAS, mas pelo menos agora, ao invés de Orlando Bloom e Keira Knightley, tivemos Penelope Cruz, o que já tornou esse quarto exemplar melhor que o segundo e o terceiro.

Os robôs gigantes de volta em TRANSFORMERS 3: O LADO ESCURO DA LUA, que apesar das inúmeras críticas negativas, foi a maior bilheteria desse ano fraco. Quem não está de volta é Megan Fox, que foi demitida após a briga com o temperamental diretor "tecnicamente preciso" Michael Bay. Os marmanjos sentiram falta. A crítica pensava não ter sentido falta, isso até ver a atuação de Rosie Huntington-Whiteley como a nova namorada do protagonista.

No final do ano, Tom Cruise, um dos astros que mais fez bobagem nos últimos anos, deu a volta  por cima e retornou ao seu personagem mais famoso, Ethan Hunt, com o elogiadíssimo MISSÃO IMPOSSÍVEL 4: PROTOCOLO FANTASMA, dirigido por Brad Bird. Cruise estava tão empolgado que dispensou dublês até mesmo para se pendurar no prédio mais alto do mundo. 

Guy Ritchie e Robert Downey Jr. também voltaram com a sua versão pop e frenética do maior detetive de todos os tempos na seqüência SHERLOCK HOLMES 2 – O JOGO DAS SOMBRAS, agora  Jack Spar... digo, Sherlock enfrente seu maior inimigo, Barb... digo, Moriarty.  Perdão, a criatividade é tanta na criação de personagens, que eu me confundo. 

NOVAS FRONTEIRAS DA TECNOLOGIA E DA ARTE

A tecnologia chega perto da perfeição no motion-capture do surpreendentemente bem recebido PLANETA DOS MACACOS: A ORIGEM, gerando uma comoção conduzida pelo agora astro digital Andy Serkis. Ninguém lembra de James Franco nesse filme. Só de Caesar.

James Cameron continua sua cruzada para defender o uso da terceira dimensão no cinema contemporâneo, e produz o genérico SANTUÁRIO apenas para mostrar os limites da câmera Cameron-Pace, que desenvolveu junto a Vince Pace. E ele está conseguindo. Além desse, foram filmados com a câmera os filmes Zé Colmeia, Premonição 5, Resident Evil 4, Tron: O Legado, Piratas do Caribe 4, Transformers 3, Três Mosqueteiros e Shark Night. Além de todos esses blockbusters, convenceu também Martin Scorsese a filmar "HUGO" e Ang Lee a filmar "A VIDA DE PI" (2012). É, ta na hora de esquecer o 3D abobado com óculos de papelão que existia desde os anos 50. 

Para os puristas de plantão, até mesmo os grandes representantes do cinema novo alemão também se curvou ao 3D (!) com seus novos documentários (!). WIM WENDERS encantou muita gente ao documentar a dança contemporânea da coréografa Pina Bausch em PINA e Werner Herzog utilizou uma das últimas invenções do homem (o novo 3D) para contemplar uma das primeiras (pinturas rupestres) em A CAVERNA DOS SONHOS ESQUECIDOS. Ambos inéditos no Brasil. 

A NOSTALGIA TAMBÉM ATACA OS FILMES DE HORROR

(repare na repetição da cor vermelha como indício de horror nos quatro posters. Isso é tão 80's.)

Num ano sem nenhum Jogos Mortais e com ATIVIDADE PARANORMAL 3 esgotando a fórmula, o horror voltou a estética dos anos 80 com o ótimo remake de A HORA DO ESPANTO, com Colin Farrell e com os bons SOBRENATURAL (de James Wan) e NÃO TENHA MEDO DO ESCURO (produzido por Guillermo del Toro).

E Wes Craven repete a parceria com Kevin Williamson e mostra que o slasher definitivo ainda tem força ao colocar Neve Campbell, David Arquette, Courtney Cox e  vários rostos famosos da TV enfrentando Ghostface (e os novos clichês de filmes de horror) em PÂNICO 4.

DOCUMENTÁRIOS MUSICAIS

O maior fenômeno teen da última semana é (mais ou menos) explicado no bem realizado, porém megalomaníaco, JUSTIN BIEBER: NEVER SAY NEVER, um grande sucesso de público.

Já a galera abobada de GLEE não conseguiu repetir o sucesso televisivo (já desgastado, por sinal) e fracassou drasticamente nos cinemas com seu show pretensioso filmado em 3D.

Cameron Crowe saiu mesmo da aposentadoria com o fascinante documentário PEARL JAM TWENTY exibido poucos dias no cinema em todo mundo. Um presente de aniversário da banda feito por e para fãs. 

Enquanto isso, Martin Scorsese se aprofunda no documentário GEORGE HARRISON: LIVING IN THE MATERIAL WORLD ao destrinchar a vida e a carreira  do beatle mais introspectivo. Ainda inédito no Brasil.

Até mesmo os Foo Fighters fizeram um documentário ao se unirem com o documentarista James Moll no elogiado BACK AND FORTH.

GRANDE VARIEDADE NAS ANIMAÇÕES E A FORÇA DA NICKELODEON FEREM O "MONOPÓLIO PIXAR".

No ano da morte de um de seus fundadores, STEVE JOBS, a PIXAR, o “estúdio infalível”, parece passar por uma crise de criatividade ao investir em uma sequencia desnecessária, CARROS 2. Assim, a mais querida das empresas parece igualar-se as rivais Dreamworks, com KUNG FU PANDA 2 e GATO DE BOTAS, e Warner, com HAPPY FEET 2. Foram todos relativos sucessos de bilheteria, mas fica na dúvida se, de fato, eram necessárias. Destaco o Gato de Botas, um spin-off de um personagem coadjuvante dos filmes do Shrek, e que apesar de não surpreender em nada, diverte ao ser uma espécie de filme-de-mariachi-do-robert-rodriguez em animação, que conta com Antonio Banderas e Salma Hayek nas vozes.

Não reconhece a fonte ou o nome? Não é surpresa. Ninguém viu MARTE PRECISA DE MÃES. Mas infelizmente, tive que destacá-lo, pois a Disney fez história ao criar o MAIOR FRACASSO DA HISTÓRIA DO CINEMA. Um custo de 175 milhões, altíssimo para uma animação, para um retorno de 38 milhões. Cheers.

A outra animação da Disney, O URSINHO POOH, resgata não só a técnica 2D como uma certa inocência ausente nas animações hoje em dia. Mas seu retorno não é o suficiente para remediar o rombo em 2011.

Os estúdios "menores" se saíram muito bem esse ano. Quer dizer, quase todos. HOP - REBELDE SEM PÁSCOA não repetiu o sucesso do fraco Meu Malvado Favorito e fracassou.

A Touchstone se pôs no mapa da animação com o excessivamente infantil GNOMEU E JULIETA, que fez sucesso em parte devido às canções compostas por ELTON JOHN, que vai mostrar seu rosto blasé em algumas premiações por aí.

A Aardman também se deu bem com o simpático OPERAÇÃO PRESENTE, a única animação natalina que apareceu nos cinemas no ano em que tanta gente esqueceu o natal. 

E Carlos Saldanha (Era do Gelo)  trouxe mais um sucesso à Bluesky com RIO, uma declaração de amor distorcida à cidade do Rio de Janeiro e um dos maiores sucessos de bilheteria do ano.

Mas não adianta, a NICKELODEON, associada à Lucasfilm e à PARAMOUNT, emplacou as duas melhores animações do ano. O já citado AS AVENTURAS DE TINTIM e o elogiadíssimo pastiche de faroeste, RANGO, com Johnny Depp. A qualidade da animação em ambos os filmes é impressionante, fazendo os estúdios rivais comerem poeira. Muita poeira mesmo, uma vez que os dois possuem uma animação de fluidos e de grãos de areia praticamente perfeita. 

O RIO DE JANEIRO NA MODA

Além das inúmeras visitas de famosos ao Rio esse ano, do projeto de Woody Allen que quase foi filmado aqui, e do desenho animado das araras azuis tivemos duas grandes produções filmadas aqui. 

A primeira, VELOZES E FURIOSOS 5 trouxe Vin Diesel & cia. para a Cidade Maravilhosa.

E o amado (mas ainda mais odiado) casal  de AMANHECER parte 1 teve sua lua de mel no Rio de Janeiro. 

SUCESSOS E FRACASSOS DA COMÉDIA HOLLYWOODIANA

A crise em Hollywood chega no limite quando dois filmes com o mesmo argumento quase estreiam ao mesmo tempo: SEXO SEM COMPROMISSO e AMIZADE COLORIDA.

30 MINUTOS OU MENOS, ATAQUE AO PREDIO e PAUL – UM ALIEN FUGITIVO são os representantes do humor nerd esse ano.

Cameron Diaz tentou fazer todo mundo rir em PROFESSORA SEM CLASSE.

Os Irmãos Farrelly voltaram e agradam seus fãs com PASSE LIVRE.

SE BEBER NÃO CASE 2 não agrada tanto quanto o primeiro, talvez por ser praticamente igual ao primeiro

ROUBO NAS ALTURAS, com Eddie Murphy e Ben Stiller, e NÃO SEI COMO ELA CONSEGUE, com Sarah Jessica Parker, estão entre os maiores fracassos do ano.

DAVID GORDON GREEN fracassou com suas comédias SUA ALTEZA e THE SITTER. Ainda inéditos no Brasil. 

O bom elenco fez de QUERO MATAR MEU CHEFE um sucesso entre os fãs de humor de baixo calão.

MALUCO BELEZA agradou aos fãs de Paul Rudd e Zooey Deschanel.

Diablo Cody e Jason Reitman se juntaram novamente no pouco comentado JOVENS ADULTOS, com Charlize Theron.

Steve Carrell, Ryan Gosling, Julianne Moore, Emma Stone, Marisa Tomei e Kevin Bacon se uniram para fazer rir no grande sucesso AMOR A TODA PROVA.

MISSÃO MADRINHA DE CASAMENTO é a maior comédia do ano. E com esse filme , Judd Apatow prova que os "dude movies" podem ser protagonizados também por mulheres, e coloca Kristen Wiig e Melissa McCarthy no hall das comediantes do cinema norte-americano. 

CINEMA INDIE

Freddie Highmore, aquele garotinho carismático de Em Busca da Terra do Nunca, Fantástica Fábrica de Chocolate e Som do Coração, cresceu e mostra isso em A ARTE DA CONQUISTA.

TIRANOSSAURO é sensação em Sundance ao contar uma história de fúria e redenção. Inédito no Brasil.

Felicity Jones, Jennifer Lawrence e Anton Yelchin estrela LIKE CRAZY, comédia romântica indie. Inédito no Brasil.

O bizarro ANOTHER EARTH também é sensação em sundance ao contar uma história de relacionamento que tem como pano de fundo a aparição de um planeta idêntico a Terra. Ainda inédito no Brasil

Com a trilha feita pelo Alex do Arctic Monkeys, o brit indie SUBMARINO agradou a muitos fãs de Skins. Com direção de Richard Ayoade (The It Crowd) e produção de Ben Stiller.  Ainda inédito no Brasil. 

UM DIA, romance com Jim Sturgess e Anne Hathaway, adapta o bestseller em um filme de recepção bastante dividida.

TODA FORMA DE AMOR traz um elenco elogiadíssimo em uma comédia romântica que tem Cristopher Plummer como favorito ao oscar de ator coadjuvante. 

A dramédia 50% fez um grande sucesso de público na mid-season e está entre os possíveis indicados para o oscar de roteiro original e a atuação de JOSEPH GORDON LEWITT foi bastante exaltada. 

Nick Nolte e Tom “Bane” Hardy em uma história de pai, filho e luta em GUERREIRO. Inédito no Brasil.

Woody Harrelson, Susan Sarandon, Sigourney Weaver, Steve Buscemi juntos em RAMPART, história policial indie. Inédito no Brasil.

O elogiadíssimo independente O ABRIGO trouxe Michael Shannon e Jessica Chastain em uma assustadora história familiar sobre a ânsia pelo fim do mundo. Ainda inédito no Brasil.  

Elizabeth Olsen pode ser indicada ao oscar por sua atuação no elogiado MARTHA MARCY MAY MARLENE. Ainda inédito no Brasil.

Assim como Michael Fassbender e Carey Mulligan pelo pesado SHAME. Ainda inédito no Brasil.

ATORES NA DIREÇÃO

O novo filme dirigido por Jodie Foster acabou prejudicado pelo já não tão popular Mel Gibson e virando piada de Ricky Gervais no Globo de Ouro. Mas várias das poucas pessoas que viram O CASTOR foram cativadas pela estranha história do filme. 

Tom Hanks voltou à cadeira de diretor muitos anos depois de The Wonders, mas fracassou em LARRY CROWNE, provando que o star system está em crise, já que nem ele nem Julia Roberts levaram o público ao cinema. 

Mais uma prova da força de George Clooney como realizador no ácido TUDO PELO PODER, sobre as eleições primárias americanas, com um forte elenco encabeçado por Ryan Gosling. 

Ralph Fiennes estreia na direção no elogiado drama (de época, é claro) CORIOLANUS. Ainda inédito no Brasil.

Quem também estreia pela primeira vez atrás das câmeras é Angelina Jolie no dramalhão IN THE LAND OF BLOOD AND HONEY, recebido sem muita empolgação. Ainda inédito no Brasil.

E Madonna tentou mais uma vez no melodrama W.E. – O ROMANCE DO SÉCULO. Ainda inédito no Brasil.

ATRIZES CHAMARAM A ATENÇÃO DESDE A "PRIMEIRA FOTO OFICIAL" DO FILME

TILDA SWINTON impressionou com o perturbador PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN. Já o filme de Lynne Ramsay dividiu opiniões.

A deusa do cinema americano contemporâneo e vencedora de indicações a prêmios MERYL STREEP engatou o sotaque para viver a primeira ministra britânica em A DAMA DE FERRO, repetindo o trabalho com Phyllida Lloyd depois de Mamma Mia. Ainda inédito no Brasil.

GLENN CLOSE voltou a figurar entre as atuações mais comentadas do ano ao se travestir no filme ALBERT NOBBS, que também roteirizou. O filme, no entanto, não agradou muita gente. Mas que ela ta parecendo o Robin Williams, ah isso tá. Ainda inédito no Brasil.

Uma das favoritas ao prêmio de melhor atriz é MICHELLE WILLIAMS. A viúva de Heath Ledger deixou muita gente boquiaberta ao viver a mulher mais famosa do século XX em SETE DIAS COM MARILYN. Ainda inédito no Brasil.

Mas VIOLA DAVIS, que apareceu aos poucos na award season, é a atual favorita pelo drama sobre racismo HISTÓRIAS CRUZADAS, que contou também com elogiadas atuações de Octavia Spencer, Jessica Chastain, Bryce Dallas Howard e Emma Roberts. Ainda inédito no Brasil.

DISPUTA DE ASTROS

Ok, GARY OLDMAN não é um astro, mas acho que ele é mais do que isso, talvez uma força da natureza. O camaleônico ator encabeçou o excelente elenco britânico do sensacional e claustrofóbico O ESPIÃO QUE SABIA DEMAIS, dirigido pelo sueco Tomas Alfredson (Deixe Ela Entrar), e entregou uma das melhores atuações de sua carreira.

Meu ator favorito LEONARDO DICAPRIO mais uma vez não é um dos favoritos ao prêmio máximo. Mas mais uma vez, foi quase. J. EDGAR fala sobre a polêmica intimidade do criador do FBI J. Edgar Hoover, famoso por ser destemido com criminosos, e também por causa de um caso homossexual nao assumido. O amante do personagem, no filme, é interpretado por Armie Hammer. O filme de Clint Eastwood não empolgou muita gente. Uma das críticas foi à mal feita maquiagem de envelhecimento do filme. Ainda Inédito no Brasil.

Já BRAD PITT foi bastante elogiado, assim como o roteiro de Aaron Sorkin (A Rede Social) para o drama esportivo O HOMEM QUE MUDOU O JOGO.

No entanto, o ator favorito do ano é George Clooney, que estrelou a dramédia OS DESCENDENTES, de Alexander Payne, filme que também aparece como forte concorrente aos principais prêmios da noite do Oscar. 

UP & DOWN IN HOLLYWOOD

DOWN:

NATALIE PORTMAN

Dando tradição à maldição do oscar de melhor atriz, depois de vencer por Cisne Negro, Natalie fez um papel fraquíssimo em Thor, e fracassou nas comédias Sua Alteza e Sexo sem Compromisso. E pelo jeito, Natalie, que não tem nenhum projeto em vista, vai dar um tempo para ser mãe. 

 

EDDIE MURPHY

Além de ser responsável por um dos maiores fracassos do ano, Roubo nas Alturas, houve a polêmica envolvendo Murphy como apresentador do Oscar, que se demitiu após o diretor da festa, o amigo de Murphy BRETT RATNER, também deixar o posto. Felizes somos nós que agora temos BILLY CRYSTAL de volta!

JOHNNY DEPP

Apesar do sucesso de Piratas do Caribe 4 e de Rango, para o qual emprestou a voz, ninguém foi ver DIÁRIO DE UM JORNALISTA BÊBADO, em que Depp volta ao papel de Hunter S. Thompson, que viveu em Medo e Delírio.

 

UP:

MICHAEL FASSBENDER

O cara de Bastardos Inglórios, apareceu como Magneto em X-Men First Class, e  ainda estrelou:

Jane Eyre, Shame, Um Método Perigoso e Haywire. 

 

 CAREY MULLIGAN e MIA WASICOWSKA

As duas continuam em sua rápida ascenção em Hollywood. Carey, com Drive e Shame.

E Mia com  Inquietos, Albert Nobbs e o personagem título de Jane Eyre.

 ANDY SERKIS talvez não seja indicado ao oscar pelo conservadorismo da academia.

Mas causou comoção ao interpretar o macaco Cesar em Planeta dos Macacos: A Origem, e de quebra, ainda emprestou corpo e voz para            AS AVENTURAS DE TINTIN e OPERAÇÃO PRESENTE

 

RYAN GOSLING

Cada vez se prova mais como um dos grandes atores trabalhando em Hollywood com os papéis mais variados:

Drive, Tudo Pelo Poder e Amor a toda Prova.

 

JESSICA CHASTAIN foi rapidamente de “aquela ruiva linda do trailer de Árvore da Vida” para uma das atrizes mais comentadas do ano com Vidas Cruzadas, O Abrigo, Em Busca de um Assassino, Coriolanus e Wilde Salome.

 

MAIORES SUCESSOS DE BILHETERIA

- Harry Potter 7.2 (US$ 1,328.1)
- Transformers 3 (US$ 1,123.1)
- Piratas do Caribe 4 (US$ 1,043,9)
- Amanhecer (US$ 701,3)
- Kung Fu Panda 2 (US$ 665,7)

MAIORES FRACASSO DE BILHETERIA

- Marte Precisa de Mães
- Sucker Punch
- Lanterna Verde
- Glee 3D
- Conan

Comentários

imagem de Maza

Enviado por Maza em ter, 01/24/2012 - 07:50

Com inúmeras abordagens, lembranças e outros. Posso não concordar com muita coisa mas não posso deixar de citar que a retrospectiva ficou excelente. Parabéns Giordano.

imagem de fil

Enviado por fil (não verificado) em ter, 01/24/2012 - 23:39

oe!

apesar de discordar aqui e ali - o que é natural -, gostei bastante de ler o texto.
tá bem leve e completinho (para hollywood, claro). parabéns!

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