Especial de Harry Potter: Uma Introdução

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Enviado por Giordano em qua, 07/13/2011 - 01:19

Antes de dar continuidade à essa série de textos publicados aqui, preciso afirmar que sou fã da série Harry Potter desde a publicação de “Pedra Filosofal” no Brasil. Não que isso me valide mais frente ao leigo da série. Explicito isso aqui, pois é evidente que minha apreciação e percepção pela obra é afetada por um vínculo emocional criado. No entanto, tentei me despir o máximo que pude desse vínculo emocional para analisar (quase) racionalmente a série, e dissecar os aspectos que considero mais interessantes em uma série de quatro textos.

Dito isto, inicio com uma categórica afirmação. “Harry Potter” é uma das séries de ficção maravilhosa mais significativas da História da Literatura. Uso o termo “maravilhoso” não como juízo deslumbrado de valor, mas sim como gênero literário, que o diferencia dos gêneros estranho, fantástico e nonsense. Isso é preciosismo teórico? Talvez. Mas é essencial para compreender a série. Maravilhoso é o gênero que se passa em um mundo que existe conforme suas próprias regras. Então tendo isso claro, volto a afirmar, “Harry Potter” é uma das séries de ficção maravilhosa mais significativas da História da Literatura.

Esse é o momento do texto no qual um erudito pedante ou um geek xiita param de ler, pensando “é só um mais fãzoide deslumbrado!”.  E Senhor dos Anéis? E As Brumas de Avalon? E As Crônicas de Nárnia? Mil e uma Noites? E o Velho Testamento ?!?!

Ok, os dois últimos estão nos pilares da cultura humana, e nesse patamar, Harry Potter não se encontra. Mas sim, coloco ao lado dos três primeiros tranquilamente. J. K. Rowling não foi particularmente genial ao conceber o universo de Harry Potter, mas excepcionalmente dedicada à pesquisa. Seu brilhantismo reside na maneira como ela sintetizou esses conhecimentos do universo oculto e o tornou equivalente ao nosso. Esse será o tema do meu terceiro texto.

Outro aspecto que dá riqueza ao texto de J. K. Rowling, que o diferencia de tentativas de imitação fraquíssimas como Percy Jackson ou Eragon, é a sua habilidade em construção de personagens. Ignorarei, no meu segundo texto, Harry e Voldemort, para provar como eles são amplamente interessantes independentes desses dois personagens centrais. Ou mesmo mais interessantes.

É claro que o fenômeno Harry Potter não seria o mesmo se não fosse o cinema. E é principalmente devido a dois aspectos que a série Harry Potter se manteve tão firme numa longa série cinematográfica. O primeiro deles é a arte da adaptação, que embora seja quase sempre imperfeita, é também quase sempre eficiente. As adaptações e a equivalência da narrativa de Rowling e dos filmes serão o tema do meu primeiro texto. O segundo é a estética mutante dos filmes, variando segundo o tema, a produção e o cineasta que rege a história. A estética de Harry Potter será o tema do meu (possivelmente) último texto sobre Harry Potter.

É isso. É uma série de textos de um fã (tentando ser) racional para fãs e leigos, irracionais e racionais. E espero que se divirtam com eles e através deles, possam fruir ainda mais da magia de Rowling. 

Comentários

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Enviado por Ghuyer em seg, 07/25/2011 - 03:49

Tendo como base os filmes de Harry Potter, não vejo Eragon como uma imitação, ainda mais fraquíssima. Eragon, o primeiro livro, tem suas falhas, mas eu não diria que é um livro ruim. Não é grande coisa, mas é razoável. A continuação, por sua vez, é excelente - o salto de qualidade da narrativa é incrível (não sei se chegou a encarar o segundo, mas enfim, vale comentar). E mesmo que eu concordasse com a mediocridade de Eragon, ainda discordaria em relação à comparação com Harry Potter. Não encontro semelhanças a esse ponto. O fato é que o autor, Christopher Paolini, abertamente diz que chupou muita coisa foi de Star Wars, e um pouco de Senhor dos Anéis. E no final das contas até da para dizer que o grosso da história de Eragon é a trama de George Lucas contada através de um universo fantasioso como o Tolkien, sem parentesco próximo com o que a Rowling inventou.

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