Junho 2012

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Enviado por Ghuyer em ter, 07/03/2012 - 06:12

Todos filmes vistos em junho.

 

01 – Acossado (À Bout de Souffle, França, 1960) – Dentro do contexto da Nouvelle vague, Acossado pode até ter representado importância na quebra de paradigmas do cinema francês da época; hoje, no entanto, surge como uma experiência cinematográfica datada, cujo protagonista, excessivamente arrogante, dilui em muito a força que o filme poderia ter caso o roteiro desenvolvesse o personagem um pouco mais. 3/5

02 – Os Mercenários (The Expendables, EUA, 2010) – É muito hype e muita enrolação para pouca coisa. Alguns dos maiores nomes do cinema de ação reunidos apenas para Stallone ficar emotivo e dar uma metralhadora para Jet Li. É pontualmente divertido, mas não deixa de ser muito decepcionante. 3/5

04 – Sem Saída (Eden Lake, Inglaterra, 2008) – Uma atmosfera de tensão crescente fantasticamente bem desenvolvida do começo ao fim e que, com uma atuação visceral de Kelly Reilly, chega a momentos de suspense absoluto, culminando em dos desfechos mais cruéis dos últimos anos. 5/5

05 – Bonnie & Clyde: Uma Rajada de Balas (Bonnie & Clyde, EUA, 1967) – Inspirado na onda de realismo provinda do cinema francês, Bonnie & Clyde subverte a lógica do filme de ação hollywoodiano ao centrar a narrativa naqueles que, em outra ocasião, seriam retratados como os vilões da história. Contando com um elenco afinado e carismático, o longa ainda apresenta uma conclusão brutal, que desafia o senso ético do espectador. 5/5

05 – Diário de um Jornalista Bêbado (The Rum Diary, EUA, 2011) – Apesar do título besta em português, o filme é um interessante estudo de situações que infelizmente falha ao encerrar a narrativa de forma abrupta e mal acabada. 3/5

06 – Por um Punhado de Dólares (Per um Pugno di Dollari, Itália, 1964) – Com um roteiro inteligente e um protagonista ambíguo e intrigante, Sergio Leone já pincelava aqui sua reinvenção do western, apostando mais nos desdobramentos morais da trama do que no seu potencial para ação. 5/5

08 – Medo e Delírio (Fear and Loathing in Las Vegas, EUA, 1998) – Johnny Depp e Benício Del Toro surgem bastante confiantes em cena, demonstrando um dinamismo essencial para aquilo que o filme pretende apresentar. E o fato de o enredo aparentemente não fazer sentido algum deve ser visto mais como um mérito do que uma falha da direção corretamente alucinada de Terry Gillian.  4/5

14 – Horas de Desespero (Desperate Hours, EUA, 1990) – Com direção intensa de Michael Cimino e bom elenco, o filme falha no roteiro e no desenvolvimento da situação na qual os personagens se encontram. 3/5

15 – Deus da Carnificina (Carnage, EUA, 2011) – Apesar de não apresentar nada de propriamente cinematográfico para justificar sua feição, o filme conta com uma bela sátira da sociedade e garante em belo show de atuação do início ao fim. 4/5

17 – Luzes da Ribalta (Limelight, EUA, 1952) – O filme que deu a Chaplin seu único Oscar (de trilha sonora – muito bela, por sinal) mostra o eterno Vagabundo com uma surpreendente profundidade dramática, fugindo da comédia, criticando-a inclusive, e ultimamente oferecendo uma tocante revisão de sua filmografia. 4/5

18 – Arquitetos do Poder (Brasil, 2007) – Documentário que disseca os sistemas de propaganda política perpetrados no Brasil e deixa clara a enorme influência das redes de televisão não só em época de eleições, mas no quadro geral da política brasileira. 5/5

24 – Meu Malvado Favorito (Despicable Me, EUA, 2010) – Com uma trama para lá de óbvia e um arco dramático muito artificial, o filme pelo menos consegue garantir algumas boas risadas graças à interação de alguns personagens caricatos, como a rivalidade entre o malvado do título e o verdadeiro vilão da história. 3/5

24 – Os Vampiros Que se Mordam (Vampires Suck, EUA, 2010) – É um filme ruim na medida em que sua realização é preguiçosa e feita sem o menor cuidado estilístico. Porém, qualquer coisa que mostre como Crepúsculo é ridículo merece um mínimo de atenção e, considerando apenas isso, Os Vampiros Que se Mordam consegue ser satisfatório, principalmente por, ao condensar Crepúsculo e Lua Nova na mesma narrativa, mostrar o quanto esses longas são a mesma enrolação, e por revelar Jenn Proske, que aparece perfeita como a versão satírica de Bella Swan. 2/5

25 – Prometheus (Prometheus, EUA, 2012) – Acredito que só eu não estava cheio de expectativa para Prometheus. Vi o filme basicamente livre de influências e, se num primeiro momento apenas gostei, quanto mais penso na história, mais intrigado fico com alguns detalhes que a princípio me passaram despercebidos. Pretendo rever o filme e escrever uma crítica assim que minhas aulas acabarem. 4/5

26 – Madame Satã (Brasil, 2002) – A abordagem intimista e crua de Karim Ainouz consegue sublimar o baixo orçamento da produção, submergindo o espectador na trama com facilidade, e deixando Lázaro Ramos à vontade para nos embasbacar com sua atuação visceral e impactante. 4/5

29 – Para Roma, Com Amor (To Rome With Love, EUA/Itália, 2012) – Com várias histórias paralelas que não têm necessariamente alguma coisa a ver com a outra exceto pelo fato de se passarem em Roma, Allen cria uma pequena homenagem a esse estilo de narrativa fragmentada que surgiu no cinema italiano dos anos 70, e entrega várias risadas para o público no caminho. 3/5

30 – Kung Fusão (Kung Fu, China, 2004) – Ao usar ótimos efeitos visuais para elevar o nível de absurdo das cenas de luta ao limite e do bom senso e depois ultrapassá-lo, Stephen Chow oferece um espetáculo visual cheio de batalhas épicas de kung fu e, assim elogiando e satirizando a arte marcial simultaneamente, garante não só momentos de admirável humor físico, como empolgantes sequências de ação. 5/5

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