Amizade Colorida

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Enviado por Jana em qua, 09/21/2011 - 19:31

 

Sobre o que é.

Jamie (Mila Kunis) é uma caçadora de talentos que vive em Nova York. Dylan (Justin Timberlake) é editor de uma revista de moda masculina online. Jamie consegue marcar uma entrevista de emprego para Dylan, e quando ele vem de Los Angeles para a tal entrevista em Nova York, os dois se conhecem e ela apresenta a cidade a ele. Dylan acaba aceitando o emprego e vindo morar na Big Apple.

Os bonitos, atraentes e bem-sucedidos amigos Dylan e Jamie decidem que sexo é algo que eles querem fazer um com o outro, assim como jogar tênis, ou qualquer outro hobby que não implique em envolvimento emocional que possa comprometer sua recente amizade. Ambos não querem se envolver, pois estão cansados de relacionamentos em que acabam levando um pé-na-bunda. 

 

 

O que há de bom.

O filme se beneficia da química entre Timberlake e Kunis, e também do carisma da dupla, fazendo com que as piadas e os diálogos rápidos e inteligentes funcionem ainda melhor. Também somos presenteados com diversas referências à cultura pop, e várias cenas mostrando imagens lindas de pontos turísticos das duas cidades, fazendo um comparativo “East Coast x West Coast” interessante para o espectador. 

O longa tem como objetivo principal ser uma comédia romântica diferente, se vendeu assim, e falar mal dos clichês do gênero funciona em sua primeira hora de projeção, como por exemplo a cena em que os dois assistem a um filme juntos, ou quando Jamie xinga a atriz Katherine Heigl ao passar por um cartaz de seu último filme.

 

O que há de não tão bom.

Para quem se propõe a criticar o gênero comédia romântica, o filme acaba não oferecendo nada melhor em troca. A partir de seu segundo ato ele desmorona, fazendo uso de toda a clichezisse e previsibilidade possíveis. Vários fatores contribuem para o não sucesso deste: a trilha sonora exagerada; o personagem do excelente Woody Harrelson, que, mal desenvolvido pelo roteiro, não é aproveitado como poderia; o desvio para a fraca sub-trama da doença do pai de Dylan em um momento em que as coisas deveriam começar a se resolver entre o casal protagonista, o que deixa o filme muito longo; e sem falar nos flashmobs (quando as pessoas começam, do nada, a fazer coreografias nas ruas)! 

 

Vale assistir?

Os que gostam de filmes de comédia romântica sabem que eles seguem sempre a mesma fórmula: casal se conhece + problema faz com que casal se separe + casal se reencontra = final feliz. Portanto, o que fazer para se criar um longa neste gênero que não seja previsível e clichê? Isso é o que o diretor Will Gluck deve (ou deveria) ter aprendido com o resultado de seu Amizade Colorida: que fazer uma comédia romântica inovadora e de sucesso é mais difícil do que parece, quando tudo já parece ter sido feito.

A pergunta no início deste parágrafo cabe a você responder, colocar na balança os pontos bons e não tão bons para ver o que vale mais. Com certeza vale a pena ver o filme e tirar suas próprias conclusões, concordam? 

 

 

Poltronas 

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