Busca Implacável 2

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Enviado por Rafael em seg, 10/15/2012 - 15:11

Desde que passou a protagonizar longas de ação, Liam Neeson realizou poucas obras razoáveis caso comparadas com o alto número de produções deste gênero que vem estrelando. Sendo mais preciso, foram apenas quatro longas dignos de nota: Batman Begins (idem, 2005), A Perseguição (The Grey, 2011), Esquadrão Classe A (The A-Team, 2010) e Busca Implacável (Taken, 2008). Longe de serem tensos como os dois primeiros filmes citados, tanto Busca Implacável quanto Esquadrão Classe A usavam de uma rasa história para sustentar cenas de ação, o que acabava funcionando e divertindo. Algo que não pode ser dito desta continuação  que usa do mesmo pretexto, só que não tendo o mesmo ritmo do primeiro filme.

Logo em seu início, Busca Implacável 2  nem tenta esconder o fato de utilizar o mesmo pretexto do anterior, copiando a mesma fraca história  para sustentar as sequências de ação, apenas invertendo os papéis: desta vez a filha que deve “resgatar o pai” (o que não chega a ser verdadeiro).  Porém Oliver Megaton, assim como fez em Em Busca de Vingança (Colombiana, 2011), prova não saber filmar a ação, justamente o que deveria carregar o filme. Megaton não consegue trazer continuidade, nem manter o ritmo, recheando suas sequências com diversos cortes. O excesso de planos fechados que tentam aproximar o espectador da ação acabam dificultando a continuidade da sequência, e o deslocamento da câmera em uma mesma cena acontece tão rápida e bruscamente que não conseguimos saber o que se passa na tela. Assim seguem várias sequências de ação (algumas extremamente desnecessárias) que sofrem por parte da direção e da montagem, não tendo nenhum dinamismo ou uniformidade dentro da trama.

Não tendo competentes cenas de ação para disfarçar sua falha estrutural, o que é apresentado em tela é uma história fraca que não consegue nem disfarçar a ausência de motivação para este filme existir. Luc Besson e Robert Mark, mesmos roteiristas do longa anterior, tentam esconder  a falta de criatividade adicionando clichês à história – o pai superprotetor, o casal separado que ainda se ama, o matador arrependido – que por serem mal trabalhados surgem extremamente forçados em tela. E por melhores que fossem os atores (e não são), pouco poderiam extrair de personagens tão mal construídos, e o que surge em cena são figuras superficiais que fazem com que acabemos por não nos importar com o que acontece com cada um ao final do longa.

Mas ainda seria exagero dizer que Busca Implacável 2 seja um filme inassistível, e este  acaba sendo o maior mérito do filme. Mesmo que não consiga ter nenhuma qualidade e não entretenha, o longa acaba sendo apenas mais um filme genérico de ação, sendo facilmente esquecível. Apenas mais um longa para as carreiras dos já não mais inspirados Liam Neeson e Luc Besson.

Poltronas 

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