Os Vingadores

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Enviado por Rafael em qua, 05/02/2012 - 01:59

No início, era apenas uma piada, uma brincadeira com os fãs. Somente após uma enorme bilheteria é que a piada deixou de ser um sonho e passou a ser uma realidade. Desde então, quatro filmes surgiram, sendo que cada um trabalhou mais um pouco para  tornar possível a realização de um “miniuniverso” que até então  parecia uma utopia. E, o que antes era uma breve aparição de Samuel L. Jackson como Nick Fury na cena pós-créditos de Homem de Ferro, hoje é o longa mais ambicioso da Marvel, que além de completar o arco estabelecido no filme solo de cada herói, consegue ser o melhor filme e super-herói já feito, justamente por entender o que é.

Em essência, Os Vingadores (The Avengers, 2012) é basicamente mais um grande blockbuster de ação protagonizado por super-heróis, ou seja, nada de novo na indústria. Sabendo disso, o diretor Joss Whedon consegue criar um longa que mescla a mesma fantasia das historias em quadrinhos com a clássica aventura “Spielberguiana”,. O resultado é um filme engraçado, empolgante e emocionante.

Tendo consciência de que quadrinhos e cinema são duas mídias diferentes e de que a questão de “fidelidade” é irrelevante quando o assunto é adaptação ,Os Vingadores é um filme feito para os fãs – não necessariamente os fãs de quadrinhos, mas os de super-heróis em geral,. Grande parte do que faz com que ele seja o que é, vem do encanto destas figuras que são apresentadas pelo diretor com uma aura quase infantil. Os heróis, com toda sua gloria e poder, representam ideais em um mundo decadente, e é exatamente aqui que entra o olhar de criança que Whedon traz.

Ao contrário do que acontece em grande parte dos longas dos mesmo subgênero (caso de Lanterna Verde,Superman II,Homem Aranha 3, por exemplo),  a ação aqui  integra a história trazendo acontecimentos que desdobram ao longa, exatamente como deveria ser em todo filme. As grandiosas e espetaculares cenas de batalhas têm propósitos próprios, não existindo apenas para cobrir a ausência de historia, mas sendo um veiculo para “evoluir” os personagens, seja para estabelecer relações uns com outros ou pra ir moldando os objetivos e motivações de cada um. Além de grandiosa, esta ação é extremamente bem coordenada por Whedon e, apoiada em efeitos especiais dignos de nota, nunca soa repetitiva ou incomodativa.

Não subestimando ou superestimando o espectador, Whedon, junto com o afiado elenco, consegue reapresentar seus personagens através das principais características de cada um, e mesmo já os conhecendo de seus respectivos longas anteriores, estabelecemos uma nova relação devido às diferenças entre eles. Mais uma vez magistralmente interpretado por Robert Downey Jr., Tony Stark contrapõe o “bom mocismo” de Steve Rogers/Capitão América com seu sarcasmo, do mesmo jeito que o poderoso Thor contrapõe a vulnerabilidade de Bruce Banner.  Esta diferença entre sim, também aumenta nosso cativo por cada um,  acabamos querendo que se unam para justamente se complementarem por causa das suas  diferenças. Whedon  constrói esta dinâmica entre eles  em breve momentos, que mesmo longe de dimensionar  os personagens, conseguem expandir as principais características de cada um deles.

Joss Whedon pinta um universo fantástico em tela que consegue surpreender por justamente ser plausível. Este mundo que nós é apresentado consegue ser incrível por juntar tantos elementos e integrá-los em um único mundo ao mesmo tempo em que consegue ser crível. Ao contrário dos Batmans de Christopher Nolan, onde a realidade era uma necessidade (o que funcionou perfeitamente nos respectivos longas) Whedon faz com que acreditemos que este lugar onde aliens, deuses, agentes secretos e playboys convivem existe justamente por ser extraordinário.  E que lugar melhor para nos encantar com universos novos se não o cinema...

 

Poltronas 

5

Comentários

imagem de Damabiaah

Enviado por Damabiaah (não verificado) em ter, 07/03/2012 - 23:02

Filme merece cinco poltronas com certeza, são poucos os filmes que me dão vontade de assistir pela segunda/terceira/... vez e em todas me divertindo muito.

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