Uma Mente Brilhante

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Enviado por Rafael em qui, 02/17/2011 - 14:33

Matemática,  a principal das ciências exata, com ela podemos resolver quase todos os problemas proposto, usando formulas, criando equações e  multiplicando. Nem todos compreendem essa ciência, apesar de usarmos  todos os  dias. Isso não nos qualifica como gênios. Ron Howard resolveu contar a historia de um dos grandes gênios dessa área,  que foi John Nash , matemático,  criador da teoria do Equilíbrio não cooperativo, mas ao invés de mostrar a batalha com os números , ele exibe a luta de um homem pelo reconhecimento.

Roteirizado por Akiva Goldsman,  que iria se tornar parceiro de Howard  em mais três filmes,  Uma mente Brilhante tem um único objetivo que é humanizar Nash, mostrando-nos um homem que quer ser lembrado. O filme não foge deste objetivo mesmo quando podia enfatizar a batalha de Nash, contra a esquizofrenia, doença essa que é um efeito causado pela busca do reconhecimento.  Goldsman mostra-nos o porquê Nash buscava o reconhecimento de uma forma simples, relatando a sua inabilidade de socializar com os outros e os medo de falhar sem ter contribuindo algo para a matemática foram o inicio do trauma que quase poria um fim em sua carreira.

Crowe acerta brilhantemente na concepção de seu personagem nos trazendo um homem genial  e perturbado,  conferindo a ele uma serie de gestos - como o olhar cabisbaixo, a inquietação dos lábios e das mãos -  que só engrandecem o personagem humanizando diante do espectador ,  conseguindo nos mostrar o lado fraco de Nash , mas não ignorando a genialidade dele, mesmo na loucura. Com um elenco de apoio brilhante que acrescentam com suas ótimas atuações como é o caso Connely  que faz a dedica esposa de Nash de um jeito simples e eficiente, nós mostrando o tempo todo o amor que a movia. O grande destaque fica por conta de Harris que atua em uma  das melhores cenas do filme – discussão na  faculdade- e surpreende, dando grande ênfase no olhares, fazendo o espectador saber o que ele pensa só com os olhos. Bettany e Plumer  conseguem surpreendermos mesmo atuando pouco, mas demostrando talento.

O filme consegue se sobressair tecnicamente com uma edição primorosa alinhada com uma fotografia que conseguem perfeitamente exaltar a genialidade de Nash complementando a atuação de Crowe.  Howard faz aqui seu melhor trabalho em um gênero no qual não é acostumado, diga-se de passagem,  superando – se em fazer uma cinebiografia exemplo que consegue emocionar e surpreender sem ser um clichê e ser exagerado na  dramatização.

Terminando de uma forma emocionante, Uma mente brilhante consegue ser um filme primoroso em todos os aspectos, consagrando Howard para um patamar de grandes diretores. Ao contrario da teoria do equilíbrio, onde todos faziam seu melhor para todos ganhar,  aqui todos fazem o melhor para o espectador ganhar, e realmente é nos que vencemos.

Poltronas 

5

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