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Easy A

Enviado por Pedro em dom, 05/08/2011 - 14:00

 

Sendo um usuário bem assíduo do Tumblr – que pra quem não conhece é uma espécie de hibridação entre Twitter, um blog e redes de disponibilização de imagens (das mais simplórias como Fotolog até as mais complexas como 4Chan) – eu estive curioso a meses já sobre qual era o buzz em volta de Emma Stone. Eu a tinha visto em Zombieland, mas filme e atuação foram, digamos, tão pouco expressivos, que nada parecia justificar a torrente de fotos, ensaios, videos, citações e tantas outras coisas referindo sempre a ela. Ela é bonita, devo começar admitindo isso. E como toda garotinha bonitinha de 23 anos estourando em Hollywood, ela é magra, alta, bonita e desbocada.

Mas vamos ao filme. Antes de mais nada gostaria de dizer que recomendo esse filme para qualquer um que ande, como eu, com uma certa abstinência de filmes que são apenas isso, filmes. Os anos 80, referenciados aqui em praticamente todos os momentos, desde a narração da história (adaptada para os tempos modernos como um podcast) até o final nem tão triunfante mas com certeza bonitinho, aparecem como a era em que Hollywood ainda fazia filmes que eram apenas isso, filmes. Não adaptações de filmes, nem de histórias em quadrinhos, nem desenhos animados e muito menos jogos de videogame.

Emma é uma adolescente nem tão típica nem tão atípica chamada Olive. Seus pais, genialmente interpretados por Stanley Tucci e Patricia Clark, são liberais californianos cheios de trejeitos e histórias engraçadas. Olive vai a um colégio onde é, nas palavras dela mesma, uma qualquer, esquecida no meio de jogadores de futebol americano, festas regadas a bebidas compradas ilegalmente e grupos religiosos. Mas isso dura apenas até o momento em que, para escapar de um legítimo programa de índio com sua melhor amiga ela inventa que passou o final de semana com um garoto mais velho (universitário) chamado George. Na realidade, Olive passou o final de semana no quarto ouvindo um cartão que sua avó lhe mandou e que toca a música Pocket Full of Sunshine da Natasha Bedingfield (quem não conhece pode ver o clipe aqui - http://www.youtube.com/watch?v=KMRn2JcSrtg e aqui a cena do filme que é, com certeza, uma das melhores e mais engraçadas – http://www.youtube.com/watch?v=2ONskyxXTXE&feature=related). Vale notar que ela começa detestando a música, na sexta-feira, e no domingo a noite ela já canta a música pulando loucamente pelo quarto (não diferente de muitos de nós quando nessa idade).

Ao mentir para a amiga, que a pressiona dizendo que ela perdeu a virgindade, Olive começa sem perceber um ciclo de mentiras e invenções que a leva de menina normal e esquecida para a pessoa mais falada da escola. Logo ela não apenas perdeu a virgindade, mas troca sexo por vale presentes de lojas como BestBuy, HomeDepot, OfficeMax e muitas outras. No início ela se sente desconfortável mas, como naqueles conselhos clichês, resolve usar os boatos como um escudo e entrar no personagem – ela troca de roupas e de atitude, costurando, em menção ao romance A Letra Escarlate (The Scarlet Letter, em duas versões – o filme clássico e respeitoso ao romance, de 1926, e a adaptação bem hollywoodiana de 1995 com Demi Moore), uma letra vermelha no peito de todas as roupas.

Os rumores acabando ajudando nerds e geeks da escola, que se vêem na oportunidade de ganhar fama e respeito – ela na verdade troca concordar com as mentiras pelos vale-presentes – mas também prejudica algumas pessoas – como a conselheira psicológica interpretada por Lisa Kudrow e casada com Thomas Haden Church (que aliás está engraçadíssimo).

Toda essa história acaba em muita fofoca e num final não necessariamente surpreendente mas engraçado e fazendo um bom comentário sobre a sociedade de aparências e boatos na qual vivemos. Recomendo a todos pelas risadas, aos 80tistas de plantão pelas referências, às meninas pelas roupas e sapatos maravilhosos que ela usa e a quem gosta de uma boa risada pelas ótimas caras e bocas que ela faz além das piadas maravilhosas que saem da boca de Stanley Tucci (“I was gay for a while. Everybody has”), de Patricia Clarke e Lisa Kudrow.

Poltronas 

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