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Pronto Para Recomeçar

Enviado por Luciana em qui, 11/24/2011 - 09:57

O que acontece quando estamos acostumados a ver um ator interpretar quase sempre o mesmo tipo de papel, e de repente percebemos que ele tem muito talento para outros tipos de personagens? Ficamos gratificados, certo? É o que ocorre com Will Ferrell em Pronto para Recomeçar, filme de estreia de Dan Rush como diretor de longas (que já participou como convidado em um episódio de The Charlie Rose Show, juntamente com Will Ferrell). Não há dúvidas de que Ferrell é um ótimo ator, mas ele está excelente no papel de um sujeito que da noite para o dia vê sua vida desmoronar.

Dos diversos papéis de Will Ferrell, desde suas apresentações no Saturday Night Live, passando por Quase Irmãos e ainda pelo mais recente Os Outros Caras, sempre o vemos rindo ou fazendo rir. É curioso vê-lo na pele de Nick Halsey, diretor de uma grande empresa, a qual dedicou 16 anos de sua vida, e que agora, na hora da demissão, recebe como agradecimento pelos anos de serviço prestado um canivete suíço com seu nome gravado.
 
 
Durante os anos em que se dedicou à empresa, Nick casou, comprou uma bela casa, fez um bom saldo no banco e, justo no dia em que se vê dispensado do emprego chega em casa e encontra seus pertences no gramado e as fechaduras trocadas: a esposa o deixou. O deixou por motivos que aos poucos vão sendo explicados, mas que não me cabe aqui revelá-los.
 
 
Sem dinheiro, sem casa e sem emprego, ele resolve viver no gramado da casa. E é tocante perceber a mudança drástica tanto no estilo, quanto na aparência do personagem. Depois de um ou dois dias, ele conhece sua nova vizinha Samantha (Rebecca Hall, “meio sem sal”, digamos assim), e nesse ponto o roteiro nos traz uma bela surpresa. Está certo que o roteiro, também escrito pelo diretor Dan Rush, baseado no conto Why Don’t You Dance?, de Raymond Carver (que infelizmente não li) é um tanto fraco e deixa a desejar, mas acerta nesse ponto. E em outros, como a riqueza de detalhes com que retrata a bonita amizade que surge entre Nick e o garoto Kenny (Christopher Jordan Wallace, que está excelente em sua atuação).
 
Auxiliado pela quase sempre fresca e iluminada fotografia de Michael Barret, e pela bela trilha de David Torn, o filme acaba por ser mais leve do que sua história pediria, mesmo que os momentos de descontração não sejam levados ao extremo, e que o roteiro não se aproveite da chance, de em uma cena em particular, tentar levar o público às gargalhadas, o que a meu ver, caiu bem. Sabemos que a situação ocorreu, mas não precisamos ver isso na tela para ter certeza.
 
 
Como costuma ocorrer em histórias assim, há aquele momento em que o protagonista se encontra no fundo do poço, e há o “anjo salvador” que faz com que ele volte à tona. E, nesse ponto, mais um acerto para o roteiro, que traz essa ferramenta na pele de Kenny. É uma pena que o roteiro não se aprofunde mais nas tramas, deixando algumas histórias pouco esclarecidas, ou abordadas de forma extremamente superficial.
 
O filme transcorre com fluidez e os acontecimentos são bem encaixados. Não chegamos a sentir pena de Nick, mas também não gostaríamos de estar na sua pele. E o fato de se perceber que nem tudo está perdido traz um fio de esperança ao nosso Nick Halsey, tão perfeitamente interpretado por Will Ferrell, que se apresenta aqui, como se sempre tivesse vivido nesse tipo de personagem.

Poltronas 

3

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