Comentar

imagem de Luciana

Hotel Transilvânia

Enviado por Luciana em seg, 11/05/2012 - 16:40

São vários os filmes de animação que estreiam a cada ano, alguns bons ou muito bons, outros nem tanto. Em 2012 já tivemos alguns títulos como A Era do Gelo 4, Valente, Tinker Bell: O Segredo das Fadas, Lorax: em Busca da Trúfula Dourada, Piratas Pirados, entre outros. Recentemente entrou em cartaz Hotel Transilvânia, uma animação com vampiros e monstros que resolvi conferir.

O longa, dirigido por Genndy Tartakovsky, tem início apresentando ao espectador o passado da história que iremos acompanhar dali a pouco, como as coisas chegaram onde estão e algumas informações relevantes sobre alguns personagens. Logo depois estamos no presente, onde ocorre a festa da maioridade da Mavis (voz de Selena Gomes), filha de Drácula (voz de Adam Sandler), que está completando 118 anos. Uma jogada interessante com relação à maioridade dos humanos, já que a premissa apresentada é de que os humanos são extremamente perigosos, e que para continuarem vivos, os monstros, além dos vampiros, precisam manter distância dos mesmos.
 
 
Mavis é uma vampira/garota que não conhece nada além dos muros do castelo que seu pai construiu para viverem, uma verdadeira fortaleza escondida em meio a uma floresta assombrada. E seu maior sonho é correr o mundo, conhecer tudo o que estiver ao seu alcance, ao passo que Drácula faz de todo o possível para que isso não ocorra. Apesar de pouco convincente, chega a ser levemente engraçada a cena em que a garota “corre perigo” ao ser confrontada por um humano munido de... um pão com alho. É bem por aí.
 
 
Apesar de toda essa reserva com relação à raça humana, percebemos claramente referências (ou seriam coincidências?) no ambiente do castelo. O quarto de Mavis é decorado como o quarto de uma adolescente, o castelo tem sauna, piscina, eles têm uma cozinha e inclusive um chef de cozinha, pois tanto os vampiros, quanto os monstros, se fartam de uma boa mesa – é claro, se patê de lagarto e outras iguarias semelhantes puderem ser consideradas como “boa mesa”.
 
O roteiro de Dan e Kevin Hageman acerta em tratar a história como algo leve, descompromissado, desenvolvendo relativamente bem ao menos os personagens principais, cuja lista conta, além dos vampiros, com Frankenstein, o Homem Invisível, o Lobisomem, a Múmia, e assim por diante. Só que infelizmente falha ao apresentar o personagem que comanda toda a virada na história, ou seja, Jonathan, o garoto humano de 21 anos que aparece no castelo e balança o coração de Mavis. Não sabemos de onde vem, para onde vai, apenas que usa uma camisa que lembra a da Seleção Brasileira por baixo do casaco e que já correu o mundo nas mais diversas viagens.
 
 
O Hotel Transilvânia, que dá título ao filme, é conhecido por ser um local livre de humanos, em que os monstros de todo o mundo podem se sentir seguros quando ali hospedados. Imaginem o rebuliço que causa a chegada de Jonathan ao local, e é claro que Drácula fará tudo o que conseguir para tirá-lo dali. Aí é que reside a graça do filme, pois apesar de todas as trapalhadas e cenas engraçadas que se seguem, podemos perceber a empatia dos dois, por mais que na concepção da história seja um absurdo Drácula simpatizar com o garoto.
 
Drácula é extremamente calmo e atencioso com todos, principalmente com sua filha. O que torna bastante interessante o recurso utilizado de transfigurar o personagem e dar à cena uma coloração vermelha quando ele se exalta, como por exemplo, quando tem ciúmes da filha que tanto protege. Mostrando que apesar de calmo na maior parte do tempo, ele é um vampiro e o sangue, a tonalidade vermelha, predomina na tela quando ele está furioso.
 
 
Outro ponto interessante que notei é a semelhança de determinado personagem com Maggie Simpson, neste caso é uma lobinha extremamente inteligente e perspicaz, que vive com uma chupeta na boca, ao velho estilo de Maggie, que não fala, mas vive também com a chupeta e é o gênio da família. 
 
Quando Drácula finalmente resolve sair do castelo em função de determinado acontecimento, acompanhado de alguns monstros ele se surpreende ao constatar que a imagem que fazia dos humanos não retrata exatamente a realidade. Algo que faz parecer simples andarmos pelas ruas e darmos de cara com um vampiro, um lobisomem ou Frankenstein.
 
Por fim, a trilha sonora, presente em todo o filme acompanha o tom alegre e descontraído da narrativa, culminando em uma apresentação para lá de animada mais para o final do terceiro ato. Em determinado momento do longa ainda temos a banda do castelo tocando, zumbis de Mozart, Beethoven e Bach, hilário. O filme ainda conta com uma inspirada sátira sobre a saga Crepúsculo, algo até direto, mas pontual e bem engraçado (talvez uma das melhores tiradas do filme).
 
Hotel Transilvânia é um filme leve e descontraído, que proporciona boas risadas ao longo de seus 91 minutos de duração, que por sinal, parecem passar voando. Pode agradar tanto às crianças, quanto aos adultos, com uma história simples e inteligente.

 

Poltronas 

3

Plain text

  • No HTML tags allowed.
  • Endereços de páginas de internet e emails viram links automaticamente.
  • Quebras de linhas e parágrafos são feitos automaticamente.