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Filmes de janeiro e fevereiro

Enviado por Ghuyer em dom, 03/10/2013 - 20:38

Hora de voltar a escrever nesse espaço! Seguem comentários sobre todos os filmes que vi nesses dois primeiros meses de 2013. Então na ordem cronológica em que foram vistos, e aqueles que possuem crítica no site estão "linkados" a elas (nem todas são minhas), é só clicar pra ler:

 

                Janeiro

01 – Cosmópolis (Cosmopolis, Canadá, 2012) – Arrancando a primeira boa atuação de Robert Pattinson, Cronenberg aqui deixa um pouco de lado o realismo com o qual havia flertado em seus últimos três filmes e volta a falar de loucuras e situações distópicas, discutindo filosofia e política, mas sem a mesma eficiência do seu início de carreira. 3/5

02 – Elefante Branco (Elefante Blanco, Argentina, 2012) – Através do elenco sólido e de sensacionais planos-sequência, o cineasta Pablo Trapero apresenta um retrato cru e severo da maior favela do Argentina. 4/5

02 – O Exercício do Poder (L’exercice de L’etat, França, 2011) – Tirando fora os simbolismos fora de contexto, é um ótimo filme sobre a política interna da França. 4/5

03 – A Perseguição (The Grey, EUA, 2011) – Além de um ótimo filme de sobrevivência (e suspense), é no fundo um forte drama que discute questões morais e põe a força da fé à prova. 4/5

04 – John Carter: Entre Dois Mundos (John Carter, EUA, 2012) – Não só é um filme desinteressante por si, como é surpreendentemente mal produzido (considerando o orçamento absurdo) e uma péssima adaptação de Uma Princesa de Marte. 2/5

05 – O Segredo das Joias (The Asphalt Jungle, EUA, 1950) – Desde a preparação do golpe até suas últimas consequências, o roteiro não tem uma ponta solta, e a direção de John Huston não perde o ritmo em nenhum momento. Com certeza um dos melhores filmes já feitos sobre roubos de joias. 5/5

06 – Todos os Meus Amigos São Cantores de Funeral (All My Friends Are Funeral Singers, EUA, 2010) – O pior filme que vi no ano até agora. A história é fraquíssima, os personagens não têm graça, e o diretor desperdiça a estética interessante em prol de um roteiro sem a menor inspiração. 1/5

07 – Sete Psicopatas e um Shih Tzu (Seven Psychopaths, Inglaterra, 2012) – A enorme quantidade de boas piadas e brincadeiras metalinguísticas compensa o fato do roteiro acabar se perdendo dentro das próprias ambições temáticas. E Sam Rockwell rouba todas as cenas do filme. 3/5

08 – Jack Reacher: O Último Tiro (Jack Reacher, EUA, 2012) – O roteiro simplifica e torna mais objetiva a história do livro, mas acaba falhando em justificar a motivação do vilão, o que enfraquece bastante o drama da história. Por outro lado, o diretor Christopher McQuarrie consegue mandar bem no ritmo da narrativa e Tom Cruise dá vida ao protagonista com competência, compreendendo perfeitamente bem a natureza anti-heroica do personagem. 4/5

09 – Clube dos Cinco (The Breakfast Club, EUA, 1985) – Foi feito 27 anos atrás, mas continua um retrato perfeito da juventude escolar. 5/5

10 – Tropa de Elite 2 (Brasil, 2010) – Na revisão, o filme se mostra mais didático e autoexplicativo que o ideal, mas a narrativa continua instigante, e o discurso social do filme permanece tão forte e pertinente quanto quando foi lançado. 5/5

11 – No (No, Chile, 2012) – Tudo que eu estudei em Propaganda Política retratado perfeitamente em um filme que é ao mesmo tempo intrigante, tenso, engraçado e socialmente relevante. 5/5

11 – O Impossível (Lo Imposible, Espanha, 2012) – Se em O Orfanato o diretor J. A. Bayona já havia mostrado uma mão pesada no drama da narrativa, aqui ele se mostra ainda mais competente, não encontrando nenhuma dificuldade em fazer o público ser emocionalmente arrastado pelo mesmo tsunami que desola os personagens da trama. 5/5

13 – Através de um Espelho (Såsom i en Spegel, Suécia, 1961) – No primeiro filme da trilogia em que discute o amor, Bergman pode até não ser plenamente feliz na condução da narrativa, teatral demais em determinados momentos, mas suas abordagens estéticas, principalmente a belíssima fotografia de Sven Nykvist, enriquecem o filme de modo admirável. 4/5

17 – Closer: Perto Demais (Closer, Inglaterra, 2004) – Os saltos temporais são interessantes por deixarem de lado situações que de outra maneira arrastariam a narrativa e por privilegiarem as atuações do excelente elenco (que é brindado com alguns diálogos brilhantes), mas, no final, essa abordagem narrativa acaba prejudicando o peso dramático do filme. 4/5

19 – Django Livre (Django Unchained, EUA, 2012) – Por mais engraçado e esteticamente absurdo que seja em momentos, esse é o primeiro trabalho em que Tarantino cria uma narrativa de fato sólida e recheada de críticas sociais no lugar de referências pop. 5/5

20 – A Invasora (À L'intérieur, França, 2007) – Apesar dos absurdos 20 minutos finais, o filme é um suspense competente e assustador, e muito sangrento. 4/5

21 – A Viagem (Cloud Atlas, Alemanha/EUA/Hong Kong, 2012) – Seis histórias que funcionam absolutamente bem por si, mas que se enriquem de forma tematicamente magistral ao serem consideradas em conjunto. 5/5

22 – Dark Star (Dark Star, EUA, 1974) – O primeiro filme de John Carpenter é também o seu pior. Há tanta coisa errada aqui, que nem sei por onde começar. 1/5

23 – Lincoln (Lincoln, EUA, 2012) – É um bom drama, com uma reconstituição de época impecável, e uma atuação central brilhante, mas melodramático demais e político de menos. 3/5

24 – As Aventuras de Pi (Life of Pi, EUA, 2012) – Esteticamente belíssimo, é um drama cativante sobre autoconhecimento e perseverança. 4/5

24 – O Som ao Redor (Brasil, 2013) – Reconheço a competência técnica do filme, mas estou até agora tentando entender o que tanta gente viu de tão maravilhoso aqui. 3/5

26 – Kagemusha: A Sombra do Samurai (Kagemusha, Japão, 1980) – O jogo de cores do figurino é interessante, mas a narrativa é arrastada demais e o potencial dramático da história não é aproveitado como poderia. 3/5

27 – Assalto à 13º DP (Assault on Precinct 13, EUA, 1976) – Contando com uma premissa simples, mas eficiente, é um filme tenso e corajoso. 4/5

27 – Alguém Me Vigia (Someone’s Watching Me, EUA, 1978) – O filme se sustenta como um suspense eficiente, apesar da fraca atuação de Lauren Hutton, que interpreta uma protagonista igualmente sem graça. 3/5

28 – João e Maria: Caçadores de Bruxas (Hansel & Gretel: Witch Hunters, EUA, 2013) - Se os roteiristas desenvolvessem um pouquinho mais - não precisava ser muito, apenas um pouco - o mistério da trama, o filme poderia ser muito legal. Do jeito que é, é apenas uma diversão irreverente. 3/5

29 – O Resgate (Stolen, EUA, 2012) – O melhor dos piores filmes estrelados por Nicolas Cage. 3/5

30 – O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook, EUA, 2012) - Além de nos apresentar um dos romances mais belos dos últimos anos - que se mostra universal justamente por ser protagonizado por pessoas cheias de falhas – o longa também parece tentar nos dizer que às vezes é preciso encontrar alguém tão errado quanto nós para nos darmos conta de que ter problemas não é algo tão errado assim. 5/5

31 – Detona Ralph (Wreck-It Ralph, EUA, 2012) – Contando com um roteiro criativo e surpreendente, eis uma das melhores animações da Disney em muito tempo, um filme que emociona e empolga, além de ser divertidíssimo. 5/5

31 – O Mestre (The Master, EUA, 2012) – Ainda que longe do brilhantismo de Sangue Negro, o mais recente trabalho de Paul Thomas Anderson provoca pertinentes discussões sobre religião e apresenta performances sensacionais de Joaquin Phoenix e Philip Seymour Hoffman. 5/5

 

                Fevereiro

01 – Caça aos Gângsteres (Gangster Squad, EUA, 2013) – Aparentemente só eu e os amigos que estavam na mesma sessão que eu gostaram do filme. O problema é que as pessoas levaram o contexto a sério demais. Mas, vendo de forma descontraída, é um filme divertidíssimo. 4/5

02 – Amor (Amour, Áustria/França, 2012) – Haneke, o destruidor de corações, consegue aqui aquele que é talvez o melhor e mais poderoso e cruel retrato sobre o amor. 5/5

02 – A Bruma Assassina (The Fog, EUA, 1980) – Um dos trabalhos mais superestimados de John Carpenter. Nem toda a boa tensão do filme consegue compensar o roteiro fraco, os personagens tolos e as situações absurdas. 2/5

03 – Os Miseráveis (Les Miserábles, EUA, 2012) – Apesar da direção maluca de Tom Hooper e do inadequado timbre de Russell Crowe, o filme se sustenta como um bom musical, graças ao elenco, principalmente Hugh Jackman, que carrega a narrativa toda nas costas. 3/5

08 – Killer Joe: Matador de Aluguel (Killer Joe, EUA, 2011) – A história é incrivelmente simples, e talvez por isso é que acabe de mostrando tão surpreendente. Com um elenco maravilhoso comandado pela direção atenta de William Friedkin, temos um drama que é tão cômico quanto trágico, e uma severa crítica à sociedade norte-americana. 5/5

09 – Fuga de Nova York (Escape From New York, EUA, 1981) – Há algo de mítico em Fuga de Nova York, algo que eu não consigo explicar. Talvez seja o conceito que eu goste tanto, mas é inegável que o filme possui uma forte e perturbadora atmosfera de estranheza que faz toda diferença e que redime a pouca complexidade do roteiro. 5/5

11 – Pavor nos Bastidores (Stage Fright, EUA, 1950) – Apesar do começo malandro e safado, que nos engana feito patetas (ou justamente por isso), o longa sua boa dose de suspense e uma porção de personagens mais inteligentes que o normal, o que é sempre gratificante. 4/5

11 – Pietá (Pieta, Coréia do Sul, 2012) – O drama é incrivelmente forçado, mas inegavelmente poderoso. 4/5

18 – O Voo (Flight, EUA, 2012) – É um filme sobre alcoolismo, e não sobre aviação. É bom, mas decepciona, porque os primeiros 20 minutos são muito melhores do que todo o resto do filme. 3/5

20 – Tropa de Elite (Brasil, 2007) – Junto com sua continuação, é o melhor filme policial do Brasil. 5/5

21 – As Sessões (The Sessions, EUA, 2012) – Belo, singelo e povoado por personagens simpáticos, o filme perde a força por não contar com nenhum grande conflito. 3/5

21 – A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty, EUA, 2012) – Meu favorito dos indicados ao Oscar 2013. É tudo que Guerra ou Terror tentou ser e não conseguiu, e muito mais. Baita filme. 5/5

23 – Monstros S.A. (Monsters, Inc., EUA, 2001) – Mais de 10 anos depois, o filme continua excelente, tecnicamente admirável, criativo e surpreendente. Talvez, a melhor animação da Pixar. 5/5

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