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SUPERPAI ou (como se arrepender de ter nascido já nos dez primeiros minutos de filme)

Enviado por Felipe em qui, 02/26/2015 - 10:55

              Mas que bela bosta!

              Não existe melhor maneira de começar este texto sobre “Superpai”. Não há. Simplesmente não há.

           Originalmente escrito pelos norte-americanos Benji Cosgrove e Corey Palmer e adaptado por Ricardo Tiezzi e Pedro Amorim (sai capeta!), “Superpai” conta a história de Diogo (Danton Mello), um péssimo pai que precisa cuidar de seu filho bem no dia do reencontro de 20 anos da turma do colégio. Diogo e seus amigos vão aprontar confusões que até Deus duvida. Além disso, vão fazer piadas grosseiras com vômito, asiáticos, mulheres, sexo, alcoolismo, trabalho escravo, tubarões mordendo partes baixas e “celebridades” nacionais totalmente esquecíveis.

            Que triste essa nossa “nova geração do humor nacional”. Vergonhosa e ridícula que abusa do “politicamente incorreto” como desculpa para suas piadas ofensivas e de péssimo gosto. “Superpai” é realmente um filme muito engraçado que traz a única integrante feminina do grupo de amigos (Dani Calabresa) sendo chamada de vadia desde o primeiro momento em que aparece até o último...

              Parei de digitar um pouco pra rir.

                     

              Mas preciso agradecer ao diretor desta “obra” por cometer um dos mais tristes atentados que poderíamos receber: escalar Antônio Tabet para um dos papeis principais. Claro que a culpa não é só de Pedro Amorim (o diretor), era apenas questão de tempo. Outras pessoas o fariam, já que Tabet tem mais alguns longas a caminho das telas. Conhecido por ser “o cara do Kibe Loco” (aquele site...), Antônio Tabet não consegue entregar uma piada direito sequer e, muito menos, compor um personagem diferente daqueles que vem fazendo nos vídeos do “Porta dos Fundos” (por favor, me matem). Toda vez em que está em cena (ou seja, boa parte do filme), ele faz de tudo para ser engraçado sendo bagaceiro e (posso apostar) contribuindo com seus improvisos engraçadíssimos que, em sua maioria, envolvem o menino coreano chamado pelos personagens idiotas do filme de Jaspion. Além dessa atrocidade em forma de “comediante”, “Superpai” ainda traz Danton Mello no topo de sua canastrice tentando soar foda e alucinado como Diogo, mas que, devido suas limitações como ator, acaba apenas soando como um Danton Mello sambando na frente das câmeras por atenção. Diogo jamais se torna cativante ou alguém por quem você torce apesar de todos os defeitos do personagem e isso é um defeito sério. Muito sério.

             Idiota do começo ao fim e com um elenco repleto de “estrelas” do nosso “humor” onde praticamente ninguém se salva (a única exceção sendo o carismático Thogun Teixeira, que não compromete), Superpai ainda tem a audácia de chegar aos seus minutos finais trazendo uma participação “especial” de Danilo Gentili como um policial de olho vazado pra completar a pilha de bosta fumegante que vimos até ali. E vamos combinar que algo está muito errado quando a presença de Rafinha Bastos é o menor dos problemas.

                  

            Ah, já ia me esquecendo! O filme ainda repete incessantemente a música “Inútil” do Ultraje a Rigor (aquela banda nacional em que todos os integrantes morreram nos anos 80) quase sem saber que reflete assim suas próprias... qualidades?

             “Cuide bem do meu filho. Ele é uma criança muito especial... Não especial de “retardado”! Especial de especial!” – Palmas! Até eu já fiz esse tipo de piada... quando eu tinha doze anos.

              Por favor, se é pra continuar assim... Que enterrem o nosso “humor”.

 

              P.S.: Indiquem para os inimigos.

 

Poltronas 

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