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Mandrill

imagem de Ghuyer
Enviado por Ghuyer em sex, 07/08/2011 - 01:28

O protagonista de Mandrill (Mandrill, Chile, 2009) é uma espécie de versão chilena do Frank Martin vivido por Jason Statham na franquia Carga Explosiva. Só que, ao contrário desses filmes, que seguem uma linha firme de ação irreverente, Mandrill não situa bem o tom da narrativa, variando inexplicavelmente entre a comédia escrachada e o drama intenso.

Dirigido e roteirizado por Ernesto Díaz Espinoza (um dos sócios da companhia produtora do filme que dá nome ao mesmo), Mandrill conta aquela história mais do que clássica do órfão que parte em busca de vingança. Antonio Espinoza (hanhan) viu seus pais serem assassinados quando criança e, criado pelo tio, ignora seus ensinamentos e, utilizando o codinome de Mandrill, parte para uma carreira de mercenário, esperando um dia conseguir matar o desaparecido assassino de seus pais: Don Mario, o Ciclope.

Apesar do tema de fundo do filme ser inevitavelmente trágico (por mais clichê que seja), Mandrill abre como uma comédia, e funciona muito bem na maior parte das cenas em que segue essa linha. No entanto, o filme acaba se perdendo quando tenta se levar mais a sério do que deveria. Invariavelmente partindo de uma cena cômica para um momento dramático (ou o contrário) sem qualquer motivo, a direção de Díaz Espinoza se mostra bastante frágil, e falha ao estruturar o estado de espírito dos personagens (e do longa, consequentemente).

Mandrill se aproxima da filha de Don Mario para tentar alcançá-lo, o que é compreensível (aliás, ele é contratado para fazer isso), mas a decisão de um envolvimento romântico profundo entre Mandrill e a moça é equivocada, uma vez que o filme perde tempo demais moldando o caráter da personagem apenas para alterá-lo totalmente no terceiro ato de modo absurdo e inaceitável, forçando a atriz Celine Reymond a se contorcer loucamente para tentar passar alguma verossimilhança ao espectador, e falhando no processo (mas não por sua culpa).

Mesmo com esses problemas, o carisma do protagonista interpretado por Marko Zaror (também produtor) logo conquista o espectador nos primeiros minutos de filme, funcionando como âncora para o interesse do espectador com o final da história. Além disso, as cenas de lutas (coreografadas pelo próprio Zaror) são suficientemente divertidas e bem fotografadas (em espertos planos abertos), falhando ocasionalmente quando a câmera lenta surge amadora (uma determinada cena parecia ter sido filmada por um Zack Snyder bêbado – só imaginem).

Pretendendo uma espécie de homenagem aos filmes de espionagem, Mandrill usa e abusa de todos os clichês do gênero, e oferece uma divertidíssima paródia de James Bond ao criar um personagem fictício dentro do próprio filme. A vídeo de apresentação “Colt, John Colt” é disparado o melhor momento do longa, que infelizmente mais tarde falha ao tentar brincar com a metalinguagem desse universo. Os freeze frames coloridos que aparecem deslocados pelo filme e quebrando totalmente o ritmo da ação já são uma pequena mostra disso.

A referência a Era Uma Vez no Oeste consegue criar o único momento realmente tenso e dramático do filme (revelando que Marko Zaror tem grande potencial como ator), ao passo que a trilha sonora instrumental composta por Rocco consegue homenagear os temas de 007 sem soar óbvia demais (à semelhança do que Marvin Hamlisch fez em O Desinformante), mas ao final de tudo Mandrill não é mais do que uma diversão esquecível.

Poltronas 

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