As melhores trilhas sonoras de 2011

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Enviado por Ghuyer em ter, 02/07/2012 - 00:17

As melhores trilhas sonoras de 2011 – uma lista grosseiramente subjetiva.

A única ressalva que faço são duas: 1) foram consideradas as trilhas originais de todos os filmes lançados comercialmente nos cinemas de Porto Alegre no período entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2011; 2) sendo mais específico, só considerei as trilhas de filmes que eu vi.

  1. X-Men: Primeira Classe (Henry Jackman)

    Junto com o roteiro e a direção de Matthew Vaughn, a trilha sonora de Henry Jackman consegue criar um imaginário empolgante e totalmente novo aos jovens mutantes, sendo eficiente em todos os aspectos dramáticos. Só o tema principal de X-Men: Primeira Classe já deveria garantir indicações a Henry Jackman em todos os prêmios da categoria.
     
  2. Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2 (Alexandre Desplat)

    Empregando pitadas de temas de outros filmes da série, Alexandre Desplat conserta o erro que cometeu na Parte 1, quando ignorou o passado musical da saga, e, mesclando tudo com seu próprio toque de mestre, cria uma trilha que é evocativa e empolgante ao mesmo tempo.
     
  3. A Pele Que Habito (Alberto Iglesias)

    Assim como Pedro Almodóvar mudou drasticamente de estilo para contar uma história tensa e incômoda, Albert Iglesias, parceiro do diretor há anos, muda o tom geralmente alegre de suas composições a fim de criar uma linha musical que, bela porém angustiante, combina perfeitamente com a história do filme.
     
  4. Não Me Abandone Jamais (Rachel Portman)

    Contando com um tema principal evocativo e melancólico que se repete durante o filme todo em diversas variações, a triste e atípica ficção científica Não Me Abandone Jamais consiste em um dos melhores trabalhos da carreira de Rachel Portman.
     
  5. Os Agentes do Destino (Thomas Newman)

    A criatividade contagiante de Thomas Newman ganha forma mais uma vez na trilha de Os Agentes do Destino, onde o compositor mistura de forma admirável diversos elementos musicais para criar uma trilha adequadamente complexa para uma ficção científica que é uma fantasia que é um romance.
     
  6. Rango (Hans Zimmer) – O genial Hans Zimmer acerta a mão mais uma vez ao mesclar com perfeição musicalidades tão diferentes quanto mariachis mexicanos e óperas alemãs, além de envolver tudo com pinceladas de trilhas sonoras de clássicos do gênero western como Era Uma Vez no Oeste e Sete Homens e Um Destino. E tudo, claro, em meio a composições totalmente originais.
  7. Super 8 (Michael Giacchino) – Michael Giacchino comprova mais uma vez sua inteligência na hora de desenvolver temas inspirados por obras já existentes, acerta ao  espalhar inúmeras referências a composições de John Williams e Jerry Goldsmith na trilha de um filme tão propositalmente nostálgico como Super 8.
  8. A Árvore da Vida (Alexandre Desplat) – Uma viagem metafísica e sensível como A Árvore da Vida só funcionaria com uma música igualmente onírica, feito que Alexandre Desplat alcança com talento ao usar sua própria sensibilidade aliada a trechos de obras de compositores tão distintos como Ludwig Von Beethoven e Zbigniew Preisner, imprimindo transparência e leveza ao ambicioso filme de Terrence Malick.
  9. Planeta dos Macacos: A Origem (Patrick Doyle) – Um dos filmes mais surpreendentes do ano, Planeta dos Macacos: A Origem ganha de Patrick Doyle uma trilha sonora poderosa que, tendo a percussão como principal elemento sonoro, reflete com facilidade a situação dos macacos da história.
  10. VIPs (Antonio Pinto) – Provavelmente o melhor compositor brasileiro, Antonio Pinto engrandece o filme estrelado por Wagner Moura ao fugir do óbvio e criar uma trilha que engloba elementos da música brasileira sem, com isso, deixar de ter personalidade própria.
  11. Contágio (Cliff Martinez) – Em Contágio, o ex-baterista do Red Hot Chili Peppers criou uma das melhores trilhas do ano, eficiente justamente em função de sua sutileza e repetição, que ajudam a evidenciar a atmosfera angustiante de um mundo assolado por uma epidemia mortal.
  12. Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas (Hans Zimmer + Rodrigo y Gabriela) – Depois de dar digna continuidade à fenomenal trilha que Klaus Badelt fez para o primeiro Piratas do Caribe ao compor ótimas e criativas variações do tema principal para as duas sequências, Hans Zimmer só não cai na mediocridade nesse quarto exemplar da franquia porque contou com a ajuda dos violões da dupla mexicana Rodrigo y Gabriela, que deram nova energia à musicalidade quase gasta dos filmes anteriores ao pintar os temas sinfônicos de antes com arpejos de flamenco inéditos.
  13. Namorados Para Sempre (Grizzly Bear) – O despedaçamento de um casamento visto nos menores detalhes, desde o romantismo alegre do começo do relacionamento até a implicância raivosa do seu término. A banda de folk Grizzly Bear conseguiu transmitir toda essa ampla gama de sentimentos com talento ao compor canções intimistas e sem grandes floreios, usando basicamente só um ukelele.
  14. Kung Fu Panda 2 (Hans Zimmer e John Powell) – A terceira menção a Zimmer na lista é o trabalho que realizou em parceria com seu amigo de longa data John Powell. Juntos mais uma vez, os dois repetem a mesma receita que utilizaram no primeiro Kung Fu Panda e, ao rechearem a trilha com composições empolgantes inspiradas na música tradicional chinesa, entregam um resultado igualmente satisfatório.
  15. Incontrolável (Harry Gregson-Williams) – Com cadências que se intensificam a medida que o trem anda mais rápido, a trilha que Harry Gregson-Williams compôs para Incontrolável é exatamente como o filme: crescente, tensa e alucinante.

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