Elencando: Os Mercenários Brasileiros

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Enviado por Rafael em seg, 10/08/2012 - 22:17

Não caro leitor, você não está perdido em um universo alternativo ou viajou no tempo para um futuro pós-apocalíptico, você realmente está vendo a minha clássica (chamá-la assim faz bem para o meu ego) postagem como um artigo. Fazendo como um dos melhores desenhos dos anos 90 eu digievolui ou apenas evolui, caso você prefira o desenho do rato elétrico amarelo, se bem que se você observar por outra ótica, pode achar que eu me vendi para o sistema. Mas deixando essa divagação de lado vamos dar prioridade para a divagação maior que é este artigo.

E para começar nada mais justo do que referenciar um longa de ação movido a muita testosterona, sangue e brucutus que têm os braços maiores que minha perna, estou falando (ou seria escrevendo?) de  Os Mercenários 2. Mas ao invés de entrar no mesmo esquema de fazer um comparativo com a versão nacional nada mais justo do que pegar os estereótipos dos clássicos filmes de equipe e usá-los para montar a versão made in Brasil da equipe. A loucura deste post ficou assim:

O Líder (e também diretor e roteirista do filme) - Alexandre Frota: Quem melhor para liderar uma galera de porradeiros se não a versão nacional de Stallone. Os dois compartilham a tara por cirurgias plásticas, a inexpressividade, a incursão pelo mundo pornográfico e o fato se acharem atores sérios. E por que não Frota seguir o mesmo caminho de Stallas e fazer seu debut atrás das câmeras (eu disse das câmeras, o objeto de filmar/gravar)?

 

O Garanhão - Marcos Pasquim: Ele já foi Dom Pedro I, ele já foi o Van Damme em Uga-Uga, ele foi o pescador parrudo em Kubanakan (e ainda viajou no tempo), agora ele é o nosso Cara de Pau, o conquistador barato que usa de seu charme e carisma para se dar bem, mas acaba aprontando junto com sua galerinha de amigos  altas confusões.

O Porradeiro - Humberto Martins: O homem que tem o queixo perfeito para ser um super herói é perfeito para ser o chutador de bundas da equipe. Humbertão já interpretou Chalaça, cara que junto com Dom Pedro I (citado acima) chutava traseiros no Brasil Imperial, ou seja, é obrigação ele estar no filme. Dava para aproveitar a rivalidade/competição usada na maioria das nove que Pasquim e Humbertão atuam e fazer algo no estilo de Tango & Cash.

 

O Alívio Cômico - Serginho Malladro: Cinco palavras e dois vídeos: Rap do Ovo - http://www.youtube.com/watch?v=yQcDPK-yxCs Stallando Cobra - http://www.youtube.com/watch?v=hz4xn48XbBg Imagina agora ele fazendo isso com uma metralhadora nas mãos. Sem duvida superaria Jet Li e suas piadas sobre tamanho.

O que realmente luta – Anderson Silva: Aproveitando que Anderson estrelou comerciais e um documentário, e foi treinado por Steven “Nico” Seagal podemos colocá-lo na produção como o cara que realmente lutou alguma coisa. Contando com o fato de que ele está prestes a se aposentar dos tatames e dependendo de como ele for no filme, podemos estar iniciando a primeira de uma serie de filmes B de ação estrelados por Anderson (que provavelmente seriam bem melhores que Segurança Nacional e Federal).

A Personagem Feminina - Claudia Ohana:Adicionando um pouco de estrogênio em meio a tanta testosterona nada mais justo do que uma das musas dos anos 80/90. A eterna vampira Natasha não só faria o interesse romântico do personagem de Frota, como também teria sua parte nas cenas de ação, com direito a perseguição onde dirigiria um caminhão.

O Bad Ass - Jackson Antunes: Ele tem um bigodinho sinistro que o faz parecer Charles Bronson, some isso ao fato de que em praticamente todas as novelas que ele aparece ele faz um personagem malvado, nada mais precisa ser dito.

O Old School – Lima Duarte: Ele já deu esporro em quem pintou caralinhos voadores na parede de banheiro. Ele é um contínuo. Os bons entenderão.

O Vilão - Antônio Fagundes: Para fazer toda esta galera se unir precisamos de um grande vilão e quem melhor para isso do que senão ele, o homem, a lenda, o mito, Antônio Fagundes. Ele já caminhou por todas as cidades do Brasil, já se vestiu de Batman, já foi líder comunitário que tinha bazuca, ele já foi Deus, ou seja, qualificações não faltam.

Já pensando no plot de uma continuação, poderíamos ter o grupo descobrindo que todos são meio-irmãos do mesmo pai, obviamente papel do Zé Mayer, que foi sequestrados por um outro filho chamado N. Mingo, interpretado por Wagner Moura. Mas ainda falta o principal, o nome do filme: Os Mercenários é um nome batido e sem graça, assim como Os Dispensáveis, então depois de muito pensar um nome para este filme cheguei à conclusão de que o ideal é “Os Recicláveis”, que vem acompanhado do subtítulo “Você pode até matá-los, mas eles voltarão ainda piores”. Aplausos, por favor, eu mereço.

Fica de exercício de imaginação quem deveria estar no decisivo terceiro capítulo. Sugestões nos comentários.

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