Retrospectiva Cinematográfica de 2012 - O ano em que o mundo NÃO acabou - parte 1

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Enviado por Giordano em sex, 02/22/2013 - 02:49

Como ano passado, resolvi fazer essa retrospectiva para organizar mentalmente o que aconteceu de cinematográfico no ano anterior. Tento fazer cada vez mais completa possível – talvez por isso, cada vez mais prolixa. A desse ano, dei uma de Peter Jackson, e resolvi dividir em duas partes.

CRISE NAS INFINITAS TERRAS DE HOLLYWOOD

Em 2012, segundo uma má interpretação do calendário maia, o mundo acabaria no dia 21 de dezembro. Bom, como sabemos, não acabou, somente no abobado filme do Roland Emmerich. Ou nem isso. 

Mas as crises continuam se agravando. A do Euro, a do Dólar, e é claro, a de Hollywood. A crise do cinema norte-americano não é segredo para ninguém. O que pede um pouco mais de atenção para perceber é a estratégia de vários dos grandes estúdios, que ficaram mais aparentes nesse ano que passou.

Alguns poucos filmes ficam cada vez mais superlativos, funcionando como carro-chefe de seus estúdios. O filão mais lucrativo desse novo século, todos sabem, é o gênero das HQs, e é nesse nicho que estúdio como Disney e Warner apostam cada vez mais. Gêneros, outrora lucrativos, como a comédia e o horror, parecem cada vez mais desgastados. Grandes estúdios se expõem a negociatas e novos contratos. Relançamentos de antigos sucessos, remakes, sequências... Tudo faz parte de uma crise não só financeira, mas criativa de Hollywood, afinal, na indústria da sétima arte, que impera há mais de cem anos, não há como separar uma coisa da outra.

2012 é o ano em que vimos grandes estúdios chegarem aos cem anos e ícones como 007 chegarem aos cinquenta.  Mas Hollywood, como os Mercenários liderados por Stallone e Schwarzenegger, segue lutando firme e forte, apesar da idade avançada e da necessidade de check-ups cada vez mais frequentes.  

Centenário dos mais velhos estúdios de Hollywood.

2012 marcou o aniversário de dois grandes estúdios, a Paramount Pictures e a Universal Studios. As duas comemoraram com seus novos logos.

A Paramount é a mais antiga das “majors” (nome dado aos estúdios que dominavam a economia hollywoodiana nas suas primeiras décadas) e a única a manter sua sede no distrito de Hollywood.  As primeiras estrelas de Hollywood consolidaram o star system de Hollywood graças a esse estúdio – como Mary Pickford, Douglas Fairbanks e Rodolfo Valentino. Mais tarde, uma série de criações e estrelas tornaria a Paramount um dos maiores dos estúdios na Era de Ouro: os épicos de Cecil B. DeMille, Mae West, os irmãos Marx, Betty Boop, Popeye, Bob Hope, alguns filmes de Hitchcock e de Jerry Lewis, e por aí vai.

A reputação da Paramount foi uma das mais afetadas pela crise dos estúdios no pós-guerra, principalmente devido a escândalos judiciais, sendo o principal deles o processo que proibiu a empresa de ter, além dos estúdios, uma rede de cinemas. A empresa somente restaurou seu prestígio anos mais tarde com filmes como Love Story, Chinatown, O Poderoso Chefão, O Bebê de Rosemary, e restaurou-se financeiramente através deles, e também da figura de John Travolta (Grease e Embalos de Sábado a Noite). Nos anos 90, além de seu maior sucesso financeiro (Titanic), o estúdio associou-se ao estúdio fundado por Steven Spielberg, Dreamworks (Forrest Gump, Resgate do Soldado Ryan). Recentemente, a Paramount finalmente comprou de Spielberg a marca. Além dos estúdios, a empresa também é proprietária de canais de televisão e gravadoras. 

Já a Universal pode se orgulhar de ser o estúdio mais velho de Hollywood, apesar de originalmente, ser um estúdio bem menor. O estúdio – que diga-se de passagem, sempre foi meu favorito – construiu sua reputação em cima do cinema de horror e dos “clássicos monstros” dos anos 30 – Drácula, a Múmia, Frankenstein, O Lobisomem, Corcunda, Fantasma da Ópera, O Homem Invisível, King Kong. A Empresa voltaria ao seu gênero favorito com o grande sucesso de Psicose e Os Pássaros, de Alfred Hitchcock.

Pouca gente sabe, mas a empresa lançou a carreira de Walt Disney quando este criou o seu personagem Coelho Oswald, desprezado mais tarde, depois que seu criador o trocou por um rato.

Mais tarde, se tornou mais respeitável por produzir os melodramas de Douglas Sirk, as comédias românticas de Doris Day & Rocky Hudson. No final dos anos 70, a Universal lançou a carreira de seu maior diretor – Steven Spielberg – que daria rios de dinheiro à empresa mais tarde, adicionando novos monstros à galeria da Universal – Tubarão, E.T. – O Extraterrestre, e Jurassic Park. Dos Anos 80 até hoje, a Universal foi responsável por ícones como De Volta para o Futuro, os Blues Brothers, os filmes de John Hughes, a trilogia Bourne e os filmes de Judd Apatow.

O estúdio também é famoso pelos seus parques temáticos, quatro deles, com atrações inspiradas em seus filmes, e recentemente, em meio as comemorações dos 100 anos, foi aberta a nova atração Transformers: The Ride, baseado na franquia que infelizmente é o carro-chefe do estúdio hoje em dia. Em seu aniversário, a Universal fez um grande trabalho de restauração de seus filmes. 

A Venda da Lucasfilm para a Disney.

Provavelmente, a notícia mais chocante de 2012 chegou no Halloween, quando foi anunciada a venda da Lucasfilm e de todos os direitos de seus filmes para a Walt Disney Pictures, por um pouco mais do que quatro bilhões.

Os fãs ficaram em polvorosa, criticando a venda, criando memes infinitos na internet de imagens misturando os personagens de Star Wars e da Disney, chegando inclusive a colocar Leia entre as Princesas.

O que lembrou a vez em que a Disney também comprou a Marvel. Geeks haters reclamaram sem parar, e anos depois, vibraram com os Vingadores no cinema. O problema é que esses geeks haters não parecem raciocinar a respeito do negócio. Já era uma piada o que o grande George Lucas estava fazendo com a série, fazendo inúmeras restaurações e mudanças nos filmes originais, lançando diferentes versões em DVD e Bluray, ou com a criticadíssima “nova trilogia” dos anos 2000.

O fim da várzea foi o relançamento de Star Wars: A Ameaça Fantasma em um porco 3D, que claro, fez com que a soma final da bilheteria do filme fosse de mais de um bilhão. Foi bacana, para os raros fãs que gostam do filme como eu, assistir novamente nos cinemas, mas isso não torna a conversão do filme menos oportunista. E se Star Wars continuasse sendo tratado dessa maneira, a Lucasfilm ia apertar até não sair mais absolutamente nada da saga, ao invés de renovar, dar algum tipo de frescor.

A Disney, bastante conhecida pela estrutura high-concept multiplataforma de produção, me parece o lugar ideal para que a saga volte. E é claro que o primeiro anúncio do estúdio do Mickey foi: Star Wars Episódio VII. O anúncio resultou numa busca operística pelo novo diretor, que gerou muitos rumores e candidatos, mas que culminou de maneira plenamente satisfatória, acredito: J. J. Abrams, o pupilo de Spielberg que adora brincar de flare, assumiu a franquia. A ironia é que o criador de LOST também está à frente da franquia-rival de Star Wars: Star Trek.

E vamos combinar, com a Disney a frente de Star Wars, se os novos episódios fizerem muito sucesso, só pode significar uma coisa: Parque Temático de Star Wars!

Então, acho que está tudo seguro com Star Wars por enquanto. Eu pessoalmente estou mais preocupado com outra propriedade da Lucasfilm – Indiana Jones.

Relançamentos

Por falar em Indiana Jones, o único filme relançado decentemente – ou seja, apenas restaurado, sem conversão porca para 3D – foi Os Caçadores da Arca Perdida. E infelizmente, talvez exatamente pelo preço do ingresso não ser dobrado, não chegou no Brasil.

Por outro lado, na terceira dimensão, tivemos Titanic (“3D tão realista que você pode realmente sentir James Cameron roubando dinheiro do seu bolso” diz um vídeo na internet) e Star Wars: A Ameaça Fantasma (“uma chance para rever a maior decepção da História do cinema em 3D!” diz outro).

Além, é claro, do resultado da crise de criatividade do “infalível” estúdio Pixar, que cada vez mancha mais sua linda história, ao simplesmente relançar Procurando Nemo e Monstros S.A. nos cinemas, como se esses filmes não estivessem mais do que frescos nas nossas memórias.

A Disney relançou A Bela e a Fera, o que é bacana, pois é legal para as gerações que cresceram com a fita VHS amarela do filme assisti-lo no cinema. Logo, não só é perdoável, como louvável, se não fosse a conversão para o 3D! Relancem normalmente, seus mercenários!

Duelo de Heróis pela Bilheteria

Financeiramente, em 2012 o cinema foi uma arena da batalha não só entre filmes e estúdios, mas também entre editoras de HQs, fãs e é claro, super heróis.

Se pensar na briga dos super heróis, pode-se dizer que a briga foi injusta, afinal, Batman é um só, Homem Aranha é um só, e Os Vingadores são vários, então é claro que eles saem na vantagem. No entanto, na minha humilde opinião, um Batman vale mais que dez Homem de Ferro.

Sobre a batalha entre os estúdios, Disney/Marvel x Warner x Fox, o esmagador sucesso de Os Vingadores faz com que a Disney tenha saído vitoriosa (1,5 bilhão). Joss Whedon (um Deus do panteão politeísta nerd, responsável pela fracassada mas cultuada série Firefly) voltou aos holofotes ao juntar (quase) todos os grandes heróis da Marvel no maior filme do ano.

A Fox fez o reboot teen O Espetacular Homem Aranha rapidamente para não perder os direitos sobre o cabeça de teia, e a boa bilheteria (752 milhões, um pouco abaixo do esperado) garante a sequência com o queridinho hipster Marc Webb (500 dias com Ela) no comando.  Os fãs se dividiram quanto ao Homem Aranha de Andrew Garfield, uns diziam que era cool demais para Peter Parker, outros que era muito superior ao Tobey Maguire. Mas acho que todos concordam que ele tira a máscara com frequência demais.

Já o capítulo final de Batman rendeu o primeiro bilhão da carreira de Christopher Nolan, e deixou a Warner esperançosa para O Homem de Aço. Batman –The Dark Knight Rises empolgou todos na sua estreia, transformando Bane no novo Capitão Nascimento ao citar as frases do personagem (You have my permission to die! Ou Do you feel in charge?).

Mas não demorou muitas semanas para surgir críticas fortes ao roteiro, acusando-o de vários furos (sendo a mais famosa dúvida a “como é que ele foi daquele lugar até Gotham?” e a resposta insatisfatória dos fãs: “Cara, ele é o Batman”.). E também, a morte mais ridícula do cinema recente (http://peopledyinglikemarioncotillard.tumblr.com/). Sobre a Mulher Gato da Anne Hathaway, acho que nenhum cara reclamou.

 

Batman – The Dark Knight Rises também ficou marcado pela chacina de James Eagan Holmes, que matou 12 pessoas, além de deixar vários feridos, numa sessão do filme em Aurora, Colorado. O cinemark foi processado pela falta de segurança, a Warner e Christopher Nolan deram declarações de pêsames, Hans Zimmer compôs uma sinfonia para as vítimas e o maior prejudicado foi o filme Caça aos Gangsters, que se viu obrigado a retirar uma cena de chacina em um cinema e por isso, adiado para o ano seguinte.

O Final de Crepúsculo

Finalmente chegou ao final a “SAGA CREPÚSCULO” com AMANHECER Pt. II, deixando uma horda de pré-adolescentes inseguras órfãs da história machista do triângulo amoroso mais bundão da história e dos vampiros menos vampirescos de que se tem notícia. Ai ai, Stephanie Mayer...  

Tanto Kristen Stewart quanto Robert Pattinson entregaram ótimas atuações em 2012 – em On the Road e Cosmopolis ­– o que prova que o maior problema é realmente os insuportáveis personagens Bella Swan e Edward Cullen. Ah, e o pedófilo Jacob.

E o início de Jogos Vorazes

Depois de toda a insegurança transmitida pela boca irritantemente entreaberta de Bella Swan, as pré-adolescentes agora podem ter um role model um pouco mais benéfico. A segura e esperta Katniss Everdeen. Jogos Vorazes é o novo fenômeno pré-adolescente que teremos que aguentar após o final feliz dos vampirinhos brilhantes.

O filme (de conceito semelhante ao mangá Battle Royale e do filme O Sobrevivente) é baseado na série de livros de Susanne Collins, e traz um reality show em que só pode sobrar uma pessoa viva. Seguindo a moda do arco-e-flecha (Os Vingadores, Valente e as séries Revolution e Arqueiro Verde), Katniss resiste bravamente ao jogo, interpretada pela queridinha do momento, Jennifer Lawrence. O filme foi um grande sucesso de bilheteria e bem aceito pela crítica. Quem não leu os livros, como eu, pode ficar boiando, já que a adaptação deixa muita coisa suspensa. 

Branca de Neve e o Vampiro Traído

Dando continuidade à febre de repaginação de contos de fada, tivemos duas versões de A Branca de Neve esse ano.

A primeira foi a aberração Espelho Espelho Meu, no qual o absurdo diretor Tarsem Singh (A Cela, Imortais) trata o conto dos Irmãos Grimm como um filme de Bollywood, com figurinos nonsense e Julia Roberts como a Madrasta.  

E o segundo, Branca de Neve e o Caçador. Apesar do sucesso, foi tachado de a “crepuscularização” do conto, mas com um quê de épico. Não dá para levar a sério um filme em que Kristen Stewart é para ser mais bela do que a madrasta Charlize Theron. O filme seria esquecível se não fosse lembrado pelo caso dos bastidores.  Foi durante a produção desse filme que Kristen traiu o namorado Robert Pattinson com o diretor Rupert Sanders, o que causou a separação do casal favorito das teenagers. 

Prometheus (mas não cumprius)

A piada é batidíssima e extremamente infame, mas inevitável!

Provavelmente a expectativa mais frustrada entre cinéfilos esse ano foi o misterioso Prometheus, de Ridley Scott. Por muito tempo, permaneceu a dúvida sobre qual seria a relação com a série Alien. O velho Scott abandonou Russell Crowe e os filmes épicos para voltar ao que faz de melhor: ficção científica (o cara dirigiu Blade Runner e Alien - O Oitavo Passageiro!). O trailer foi extremamente empolgante. Uma campanha viral só aumentou o mistério ao redor. A expectativa por ver a iconografia do design incrível de Giger no cinema novamente era alta. Excelente elenco (Noomi Rapace, Michael Fassbender, Charlize Theron, Guy Pearce). O que deu errado?

Talvez o problema tenha sido que o roteirista Damon Lindelof, o mesmo de Lost, tenha trazido o problema da série para o filme: muita pergunta, pouca resposta. Ou talvez o problema tenha sido a expectativa mesmo, pois o filme é ótimo. Mas Prometheus pode se orgulhar de ter uma direção de arte incrível, e uma das melhores cenas de horror dos últimos anos (a cena da cesariana).

E em questão de bilheteria, apesar do bom retorno, duelou diretamente com MIB 3. Muito superior ao abobado segundo filme, Will Smith e Tommy Lee Jones voltaram, depois de dez anos, à franquia de comédia e ficção científica, e com toda a força, numa história envolvendo viagem no tempo, e a sensacional versão jovem de K (Josh Brolin), anos 60 e um Andy Warhol agente disfarçado.

Mas falando em sequências e prequels, a crise criativa de Hollywood também nos trouxe um remake (O Vingador do Futuro¸ agora com Colin Farrell) e um... derivado...  O Legado Bourne (sem Matt Damon, com Jeremy Renner). Ambos muito inferiores aos originais.

    

Boas tentativas!

Apesar da grande maioria dos sucessos comerciais serem sequências, adaptações, derivados ou remakes, todo ano temos algumas tentativas de novas franquias. A que mais chamou atenção esse ano foi Looper. O filme de viagem no tempo criado por Rian Johnson foi uma surpresa na bilheteria e encantou a crítica e o público nos festivais, apesar da estranhíssima maquiagem e efeitos que transformam Joseph Gordon Lewitt na versão jovem de Bruce Willis.

A outra tentativa foi com o extremamente genérico, mas divertido Jack Reacher, com Tom Cruise configurando o tipo de personagem que ele mais  fez em toda a sua carreira: um cara habilidoso que se esforça para ser misterioso quando em situações sociais, mas sem perder o charme irônico. O filme é uma adaptação de um dos vários livros escritos por Lee Child que o personagem Jack Reacher protagoniza. Como de costume, Cruise dispensou os dublês na cena mais famosa – a perseguição de carros. O filme teve uma recepção morna de público e crítica, e para piorar, o lançamento do filme coincidiu com a chacina escolar de Sandy Hook: o filme abre com uma cena de chacina de civis por um “psicopata”. E ainda há o personagem interpretado pelo cineasta Werner Herzog, um dos vilões mais inúteis do cinema recente.

Além de Jack Reacher, Tom Cruise tentou também cantar no divertido, mas fraco musical farofa Rock of Ages. Era esperado um sucesso devido à popularidade de Cruise, Alec Baldwin e Catherine Zeta Jones, além é claro da fama da peça na qual se baseia e do rock’n roll. Apesar das boas atuações e da graça do filme, não chegou nem perto do sucesso de um Mamma Mia! ou de Hairspray. Outra comédia musical foi Pitch Perfect – A Escolha Perfeita, que apesar de menos pretensiosa, parece ter agradado mais.

A Velha Guarda

A recente onda de cinema de ação estrelado por heróis de idade avançada iniciada por Os Mercenários, RED e Busca Implacável chega a 2012 com os lançamentos de Os Mercenários 2 e Busca Implacável 2, e além disso, as filmagens de The Last Stand (com Schwarzza), Bullet to the Head (com Stallone) e The Tomb (com Schwarzza E Stallone).

Os Mercenários 2, além da já conhecida turma de brutamontes, tivemos o adendo de Chuck Norris (que queria que o filme fosse mais leve e familiar) e Jean Claude Van Damme como o vilão chamado Vilain. Van Damme coreografou a icônica luta entre ele e Stallone. O filme agradou muito mais do que o anterior, principalmente devido ao aumento de piadas sobre o passado de seus personagens (de Yippie-Kai-Yay a “I’ll be back!”, passando pelos inevitáveis Chuck Norris facts). Ficamos no aguardo do terceiro – Nicolas Cage? Wesley Snipes? Jackie Chan? Harrison Ford? Mel Gibson? Clint Eastwood? Liam Neeson?

Falando em Lian Neeson, a sequencia de Taken, Busca Implacável 2, apesar da boa bilheteria, teve má recepção por parte de público e crítica, mostrando que a fórmula (I’ll find you and I’ll kill you) se esgotou muito rápido, o que não impede, é claro, de já estarem fazendo um terceiro filme. Além desse filme, Liam Neeson lançou o surpreendentemente legal The Grey – A Perseguição, em que ele bota lobos da neve para correr com a mesma fúria que persegue os sequestradores de sua filha em Taken. 

O Gênero do Horror cada vez menos expressivo

Que o gênero do horror não encanta mais muita gente, todos sabem. Surgem bons exemplares – como Jogos Mortais, Atividade Paranormal e REC – e poucos anos depois, a fórmula desses filmes se desgasta em inúmeras sequências e filmes mais fracos que se aproveitam da tendência.

O que resta para o cinema é investir no mais clássico possível, como é o caso do razoável A Mulher de Preto, que fez sucesso mais por conter o astro da série Harry Potter, Daniel Radcliffe, do que pelos méritos do filme em si.

Ou então brincar e autorreferenciar o gênero, como o mesmo Joss Whedon (Os Vingadores) e seu companheiro de Buffy, Drew Goddard fizeram no elogiadíssimo O Segredo da Cabana (Cabin in the Woods). Um destaque do filme é a arte do pôster inspirada nas arquitetura paradoxal de Escher.

Entre outros filmes do gênero desse ano, tivemos: Atividade Paranormal 4, REC 3,  Piranha 3DD, Chernoby, Obsessão, Sinister e House at the End of The Street.

Judd Apatow down, Seth MacFarlane up! – As Comédias em 2012

Depois de anos imperando nas comédias americanas e de ter sido inclusive indicado ao oscar por seu Missão Madrinha de Casamento, Judd Apatow deu uma esfriada com seus filmes esse ano – o grande fracassado Wanderlust (comédia hippie com Jennifer Aniston e Paul Rudd), The Five Year Engagement (comédia romântica com Jason Segel e Emily Blunt) e por fim, This is 40 (espécie de spin-off dos personagens de Paul Rudd e Leslie Mann em Ligeiramente Grávidos), que teve uma recepção morna, mas agradou aos fãs do diretor.

Apesar de Judd Apatow ter frustrado um pouco seus filmes em 2012, o ano não foi perdido devido ao grande sucesso de sua série Girls, na qual utiliza sua tradição de senso de humor adulto e facilmente identificável no universo feminino, somado, é claro, à criatividade e às experiências pessoais da criadora e estrela da série, Lena Dunham.

Quem se deu bem foi Seth MacFarlane – o criador de Family Guy! – que lançou sua comédia Ted, lançando o personagem do urso desbocado que é extremamente parecido com o Peter Griffin do desenho animado, porém, é um urso. O filme, protagonizado pelo urso e por Mark Wahlberg, conta com a participação do antigo interprete do Flash Gordon em uma das grandes cenas do ano.

     

Vale lembrar o caso do deputado Protógenes, que ficou chocado ao levar o filho de 11 anos para assistir ao filme do ursinho Ted e decidiu “acionar os meios legais a fim de impedir que o lixo do filme infanto-juvenil Ted seja exibido nacionalmente e apurar responsabilidades! Esse filme incentiva o uso de drogas e incentivar drogas é um crime!”. O caso rapidamente virou piada na internet.

  

O filme garantiu até mesmo um convite para que MacFarlane apresente o Oscar 2012, gerando muita expectativa, apesar dos falhados spots de TV lançados até agora.

Outro grande sucesso foi Anjos da Lei, com Jonah Hill e Channing Tatum como a dupla de investigadores juvenis inspirada na série dos anos 80, mas renovada com a cultura pop atual. O filme tem a participação de Johnny Depp, astro da série original. 

A comédia “found footage” Projeto X inspirou muitos adolescentes a tentarem fazer festas com aquele nível de loucura, mas provavelmente todos se frustraram. 

Guerra é Guerra não agradou a crítica, mas a fórmula fácil fez do filme um sucesso, trazendo dois agentes da CIA (Tom Hardy e Chris Pine) apostando para ver quem fica com a garota (Reese Whiterspoon) sem que ela saiba. Mais batido impossível, mas o público feminino (arrastando seus namorados) garantiu a bilheteria.

A turma original do American Pie se juntou novamente depois de quase dez anos (e vários filmes ruins não estrelados por eles) no oitavo filme da série. As piadas continuam no mesmo nível, mas com uma diferença – eles agora têm mais de trinta, o que torna as situações ainda mais constrangedoras. Se sentir nostálgico vendo um AMERICAN PIE fez com que muita gente percebesse o quão velho está esse ano.

Sacha Baron Cohen prometeu polemizar com o seu O Ditador, que no final das contas nem foi tão polemico assim. A melhor piada do personagem Aladeen foi fora do filme, no tapete vermelho do Oscar, quando derrubou as supostas cinzas de King Jon Il no Ryan Seacrest.

Will Ferrell fez sucesso com o oportunista e engraçado Os Candidatos, estreando em plenas eleições americanas, mas fracassou com a sátira de novelas mexicanas toda falada em espanhol Casa de Mi Padre, que segundo quem viu, “funciona melhor como trailer ou esquete do Saturday Night Live”.

Meryl Streep acabou ficando fora da maioria das premiações pelo seu Hope Springs – Um Divã para Dois, com Tommy Lee Jones e Steve Carrell. Nem Meryl Streep consegue sustentar o mesmo nível todos os anos, mas ainda assim, o filme garantiu seu público.

E também, Martin McDonagh, responsável pelo elogiado In Bruges - Na Mira do Chefe, volta a trabalhar com Colin Farrell em Sete Psicopatas e um Shih-Tzu, que não fez muito sucesso, mas que agradou bastante a crítica. No ótimo elenco, ainda tem Woody Harrelson, Sam Rockwell, Christopher Walken, Abby Cornish, Christopher Walken e até Tom Waits.

E é claro, temos aquele grupo de comediantes chatos que lançam filmes todo ano, mas que felizmente para quem não aprecia o seu humor (como eu) fazem cada vez menos sucesso: Tyler Perry, com Alex Cross. Ben Stiller, com Vizinhos Imediatos de Terceiro Grau. Eddie Murphy, com A Thousand Words. Adam Sandler com That’s my Boy! E os decadentes Irmãos Farrely lançaram a sua mal fadada versão de Os Três Patetas. 

O Estranho Fracasso de Tim Burton

Na verdade, o termo “estranho” foi só para o infame trocadilho com uma das antigas obras primas de Tim Burton, por que não há nada de estranho em fazer um filme tão ruim quanto Dark Shadows depois da bomba Alice no País das Maravilhas. A absurda bilheteria desse filme fez com que a Disney apostasse alto na nova parceria de Tim Burton e Johnny Depp, e lançasse o filme de vampiro em pleno verão americano brigando com Vingadores. Resultado? Sombras da Noite foi um dos maiores fracassos do ano e da carreira do cineasta.

Baseada na antiga telenovela gótica de mesmo nome, o filme trouxe o elenco original fazendo pequenas participações, e o ator da série original – Jonathan Frid – faleceu após gravar sua participação. Também foi o último filme do  grande produtor Richard E. Zanuck, famoso por Tubarão.

No entanto, mais tarde, no mês do Halloween, perdoei Tim Burton devido ao lançamento da melhor animação infantil de 2012, um ano fraco para o gênero. Trabalhando em território seguro, o diretor lançou Frankenweenie, um bom remake em stop motion de seu excelente curta live action dos anos 80, uma grande homenagem aos filmes de monstro desde o óbvio Frankenstein até A Múmia, O Lobisomem, Monstro da Lagoa Negra e até Gremlins. 

(Des) Animações

Esse ano, apesar da quantidade de animações de sucesso, infelizmente não vi nenhuma que tenha me tirado o fôlego como as obras primas da Pixar ou Rango, de 2011.

Como sempre, tivemos sequências lucrativas sem a graça do original – A Era do Gelo 4 e Madagascar 3. Os Aardman lançaram Piratas Pirados, e novamente, uma adaptação de Dr. Seuss fez muito sucesso nos EUA e só nos EUA – O Lorax. A Origem dos Guardiões foi a tentativa da Dreamworks de lançar uma nova franquia, fez sucesso no mundo, mas fracassou nos EUA, o que deixa o futuro da marca incerto, o filme junta Papai Noel, Coelho da Páscoa, Sandman, Frosty e a Fada do Dente em uma aventura.

Assim como Frankenweenie e o abobado Hotel Transylvania, a divertida surpresa ParaNorman também brinca com o gênero do horror. No caso, o filme mistura a vibe de filmes infanto-juvenis dos anos 80 e 90 com histórias de fantasmas e zumbis, resultando num simpático e nostálgico filme.

A Pixar se deu bem na bilheteria (como sempre) com Valente. Apesar de elogiado pela coragem de trazer uma princesa sem um par romântico, é quase um consenso de que ficou aquém do padrão Pixar. É, acho que fomos mal acostumados. Os famosos cabelos da protagonista, no entanto, impressionam pela qualidade técnica, e para atingi-la, a Pixar desenvolveu dois novos softwares.

O ano inteiro de expectativa para os nerds fãs de videogame até o lançamento de Detona, Ralph!, que traz inúmeras referências a jogos como Super Mario Bros, Street Fighter e PacMan, ao contar a história do vilão de jogos de Arcade em crise de identidade. A Disney, com Frankenweenie, Valente e Detona, Ralph, também saiu ganhando no quesito animação. E certamente, um dos três vai vencer o Oscar.

Os Vexames de Bilheteria

É triste torcer para que um filme fracasse, mas é impossível não ficar feliz com o naufrágio – mais trocadilhos infames! – de Battleship nas bilheterias. Supostamente uma adaptação de Batalha Naval, o jogo, o filme parece mais uma versão marítima bizarra e ainda pior de Transformers. Se esse filme tivesse feito sucesso, teríamos que aguentar as sequências. Felizmente, acho que estamos seguros, por ora.

Fúria de Titãs 2, depois da primeira heresia que fizeram com a mitologia grega, volta menos pior. O que não significa que é um filme aceitável. Esse, assim como o primeiro, mereciam ficar presos no Tártaro junto com os titãs do título.

Tentando surfar no sucesso do Sherlock Holmes do Guy Ritchie, John Cusack e o diretor James McTeigue lançaram O Corvo, que coloca Edgar Alan Poe investigando assassinatos baseados em suas obras. O filme não agradou muita gente, nem mesmo aos fãs do grande autor americano.

Outro fracasso foi a nova brincadeira de Nicolas Cage com Motoqueiro Fantasma 2: Espírito de Vingança. O filme é muito pior que o primeiro, e exatamente por isso que é muito melhor. Sem se levar a sério, o filme aposta na bobagem de mostrar o personagem vomitando e mijando fogo, e diverte MUITO mais do que o anterior.

É claro, sempre há aqueles filmes que não mereciam amargar o fracasso. DREDD 3D é muito melhor do que vários filmes de super herói que chegaram aos cinemas nos últimos anos, e o personagem interpretado por Karl Urban é certamente mais badass que a maioria deles. Um excelente 3D, uma divertida violência e uma história simples fazem com que Dredd seja um ótimo filme e infinitamente superior à versão do Stallone de 1995). Uma pena que a fraca campanha de marketing, a alta censura e a falta de popularidade do personagem tenha transformado o filme em um grande fracasso.

  

Outro grande fracasso aparentemente não merecido é o de Premium Rush, que nem chegou às telas brasileiras. A aventura sobre ciclismo estrelado pelo queridinho da mídia Joseph Gordon Lewitt e dirigido por David Koepp (A Janela Secreta) não conseguiu sequer se pagar com o lançamento nos EUA, embora a crítica tenha elogiado bastante as cenas de ação e as atuações de Lewitt e do vilão Michael Shannon.

Também apostando no carisma de seus astros principais – Drew Barrymoore, John Krasinski e uma baleia – O Grande Milagre também decepcionou muito nas bilheterias, principalmente por que foi na semana do Super Bowl.

Tivemos também o novo de Oliver Stone, que não é nem de perto tão popular quanto era nos anos 80, e seu Selvagens teve uma recepção fraquíssima pela bilheteria e morna pela crítica, apesar do grande elenco (John Travolta, Salma Hayek, Emile Hirsch, Aaron Johnson, Demian Bichir, Benicio Del Toro, Blake Lively, Taylor Kitsch). 

Falando em Aaron Johnson, outro momento "revista Caras": o astro de Kick-Ass e Anna Karenina foi alvo dos tabloides ao se casar com a famosa artista britânica Sam Taylor-Wood, que o dirigiu em Nowhere Boy – O Garoto de Liverpool. Johnson recém fez 21 anos, mais de vinte anos mais jovem do que a artista, e o casal já tem dois filhos juntos. Aaron Johnson agora usa o nome Aaron Taylor-Johnson.

  

RIP, Whitney Houston e o Fracasso de "Sparkle"

A trágica morte de Whitney Houston foi um choque para seus fãs e também para a produção do filme Sparkle, que prometia uma volta da cantora. O filme é um remake do filme dos anos 70 inspirado no grupo Supremes, e protagonizado pela vencedora do American Idol Jordin Sparks. O filme, abalado tanto pela morte quanto pela falta de popularidade atual da cantora, foi um fracasso, mesmo contando com nomes da música R&B como Cee Lo Green.

A Megalomania dos Wachowski e de Tom Twyker em Cloud Atlas

Ninguém entendeu muito bem a proposta de Cloud Atlas durante a pré-produção. Os Irmãos Wachowski (famosos por terem criado Matrix) voltam a polemizar após o fracasso do despretensioso Speed Racer, e depois também da cirurgia de mudança de sexo de um dos irmãos – Larry, que agora é Lana. Unidos ao diretor Tom Twyker (Corra Lola Corra, e Perfume) para adaptar o romance de David Mitchell.

Com seis linhas narrativas diferentes, e um grande elenco interpretando uma grande quantidade de personagens (Tom Hanks, Halle Berry, Jim Broadbent, Hugo Weaving, Jim Sturgess, Bem Whishaw, James D’Arcy, Susan Sarandon, Hugh Grant), o filme polarizou a crítica entre “ame” ou “odeie”. O filme foi chamado de “A Viagemno Brasil, provavelmente para atrair os fãs de espiritismo. O mais comentado, no entanto, foi a brincadeira de perceber quem era quem debaixo das maquiagens, algumas ótimas, outras terríveis (como a do Jim Sturgess coreano). O filme teve grande dificuldade de pagar seu gigantesco orçamento – 100 milhões.

Para piorar, nos EUA, o filme ainda confundiu com a ficção cientifica Atlas Shrugged II. Nunca ouviu falar no primeiro? Não tem problema, por que quase ninguém viu nenhum dos dois, e quem viu, não gostou.

O grande fiasco da Disney

Apesar da Disney ter conseguido gigantescos sucessos esse ano – Os Vingadores e Valente – também foi responsável pelo maior vexame comercial dos últimos anos. A adaptação do livro John Carter dirigida pelo antes promissor Andrew Stanton (Procurando Nemo, Wall-E) era uma das maiores apostas do ano.

O filme teve uma produção complicada cheia de problemas, um orçamento completamente irracional de 250 milhões para uma marca desconhecida, a fantasia sci-fi da Disney mal chegou a se pagar, com uma campanha de marketing irritante, com trailers e propagandas repetitivas. Os fãs do gênero perceberam no filme uma cara de sobras de “Star Wars II: Ameaça dos Clones”. E o pior é que quem viu, nem achou tão ruim.

Quem se deu mal também  foi o aleatório A Estranha Vida de Thimoty Green, fantasia infantil da Disney com Jennifer Garner que simplesmente entrou mudo e saiu calado dos cinemas. 

O Hobbit e os 48 Frames por Segundo

2012 marcou o lançamento do primeiro longa-metragem filmado inteiramente em 48 quadros por segundo, o que supostamente deveria conceder a “O Hobbit - Uma Jornada Inesperada” um realismo muito maior. No entanto, as sessões testes não deram muito certo, e a versão inovadora teve sua distribuição reduzida, sendo a maioria das cópias normais. A maioria dos espectadores não descreveu exatamente o realismo, e sim a sensação de uma TV full HD mal configurada. É quase consenso, no entanto, que o 3D funciona muito melhor filmando dessa maneira.

E o filme, apesar do moderado sucesso, não atingiu toda a expectativa de dez anos em cima do retorno de Peter Jackson à Terra-média. E a crítica, como era de se esperar, considerou o filme “inflado” demais, devido a decisão de transformar um livro que não é muito longo em três filmes. Quem não conhece a atmosfera da obra original achou o filme muito infantil, principalmente por causa das cenas de humor e música envolvendo os vários anões do filme. A maioria dos fãs, no entanto, não reclamaram, e se empolgaram com cada segundo de filme, principalmente com a famosa cena do encontro entre Bilbo e Gollum. 

 

 50 Anos de 007

E no meio de tantos filmes gigantes, sucessos, fracassos e decepções, quem sai como o maior blockbuster do ano?

James Bond chega aos 50 anos (com cara de trinta e poucos de sempre) e lança o filme de maior aprovação desde Goldeneye. 007 Skyfall também foi o maior sucesso de bilheteria da carreira do agente, deixando calados todos os receosos pela escolha do diretor Sam Mendes (Beleza Americana). Para comemorar os 50 anos, o filme é repleto de referências aos outros filmes. Daniel Craig finalmente acerta o tom do personagem;

Além de Craig, há atuações excelentes de Judi Dench, mais uma vez como M, e de Javier Bardem como o vilão Silva, um vilão de 007 como não se tinha há muito tempo, e que fez história e polêmica ao flertar dubiamente com Bond numa das grandes cenas do ano. 

Outro astro do filme é a fotografia espetacular de Roger Deakins.

E por fim, retomando a tradição das grandes canções de 007, uma das maiores cantoras do novo milênio, Adele, emplacou o hit "Skyfall" nos cinemas e nas rádios. 

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NÃO PERCAM!!! NOS PRÓXIMOS DIAS, "ARGO FUCK YOURSELF!" A SEGUNDA PARTE DA RETROSPECTIVA CINEMATOGRÁFICA MAIS COMPLETA DA INTERNET! 

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