O Lugar Onde Tudo Termina

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Enviado por Maza em qui, 06/20/2013 - 10:04

Deixo claro que o texto abaixo são apenas algumas linhas sobre O Lugar Onde Tudo Termina, sem pretensão alguma de ser uma crítica, resenha ou algo do tipo. São ideias lançadas aqui na parte do blog, com pouca ou sem maiores conexões com a história exibida no filme. E sim, o texto abaixo tem lá seus SPOILERS, leia por sua conta e risco.

Em O Lugar Onde Tudo Termina, dirigido por Derek Cianfrance, observamos a história de Luke Glanton, em um primeiro momento motoqueiro de um globo da morte. Com o passar da trama observaremos mais características do personagem interpretado por Ryan Gosling. Para resumir as coisas: quando a grana acaba, Luke decide fazer uns bicos como assaltante de banco, decisão esta que cruzará seu destino com o Policial Avery Cross, interpretado por Bradley Cooper.

Pontos a destacar:

- A trilha sonora de Mike Patton, principalmente em partes do primeiro ato, onde em planos abertos observamos a cidade em que se passa o filme com acordes que lembram uma trilha de faroeste, um local sem lei, antecipando as futuras atitudes de Luke Glanton;

- Elementos de cena, os objetos em tom vermelho quando nos deparamos com Luke (repare no fundo do globo da morte, na transposição quando vemos Luke dando um autógrafo e a caneta é da cor vermelha, no casaco de Luke, sempre existe o tom vermelho em cena, deixado claro o perigo, as incertezas do personagem de Ryan Gosling);

- A surpreendente finalização do primeiro para o segundo ato do longa, onde nos damos conta que até então o diretor estava nos apresentando uma espécie de 'falso protagonista'. Nesse ponto, é admirável atentar para a rima audiovisual entre a apresentação de Ryan Gosling e o personagem de Bradley Cooper: tela preta, respiração, aparição do personagem. Enquanto Luke Glanton é o falso protagonista, Avery Cross é o verdadeiro, embora o mesmo surja a partir do encontro inesperado com o outrora motoqueiro do globo da morte.

Confesso que estava, até então, gostando do resultando do longa. Infelizmente, com o passar da projeção, o filme entra numa linha sobre moralidade e ética, sobre até que ponto somos corruptíveis ou incorruptíveis e como devemos lidar com isso. A ideia é boa, mas na prática a resolução me pareceu um tanto quanto rápida e até rasa, rasteira por assim dizer.

Para piorar as coisas e seguir a linha de 'encontros do destino', um salto temporal fará as famílias de Glanton e Cross se reencontrarem e o resultado final poderá não ser lá muito agradável.

No fim, O Lugar Onde Tudo Termina, em uma análise bem simplória, tem um começo promissor, mas que vai decaindo com os clichês e coincidências encontradas no roteiro de Ben Coccio, Darius Marder e Derek Cianfrance.

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