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Profetizando - esclarecimentos

Enviado por Ghuyer em qua, 08/31/2011 - 00:39

O porquê de cada escolha. Conversando no Facebook com uma amiga e colega de faculdade sobre minhas escolhas, acabei me estendendo em explicações, e resolvi fazer esse post, falando um pouco sobre meus critérios de aposta (alguns bem primitivos, mas lembremos que isso é tudo um nebuloso prólogo):

  • A Árvore da Vida - Terrence Malick é um diretor ambicioso e misterioso que lança filmes na mesma frequência com que fazia Stanley Kubrick, outro que compartilha desses mesmos adjetivos. A Árvore da Vida, aliás, vem sendo muito comparado com 2001: Uma Odisséia no Espaço, de ninguém menos que o próprio Kubrick. Audiências estão detestando o filme, e críticos estão amando. Parece a escolha mais segura para se apostar como indicado a Melhor Filme, ao menos por enquanto.
  • A Dangerous Method - David Cronenberg é um realizador excelente que sempre foi ignorado pela Academia. Muito disso se deve ao caráter visionário da grande maioria dos filmes que compõem sua carreira. Porém, desde 2005, com Marcas da Violência, os filmes de Cronenberg mudaram bruscamente de foco, vêm finalmente recebendo alguma menção no Oscar. Não só pelo injusto histórico nulo do diretor na premiação, A Dangerous Method tem grandes chances de ser indicado a Melhor Filme devido a outros dois fatores: seu ótimo elenco, composto por atores de alto calibre e em ascenção, e a natureza do projeto, séria, dramática, histórica e relevante.
  • The Descendants - O nome de Alexander Payne é sempre lembrado no Oscar, e não por acaso. Diretor e roteirista que entende as relações humanas como poucos, Payne vem construindo uma carreira sólida, e os temas que aborda são alguns dos que mais agradam aos votantes da Academia. Porém, The Descendants talvez seja deixado de lado, seja pela similaridade com A Árvore da Vida, seja porque seu astro, George Clooney tenha também grandes chances de indicação com seu próprio filme, The Ides Of March.
  • Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2 - Muitos me criticaram por apostar nesse nome aqui. Mas agora, com a possibilidade de serem 10 indicados, e com As Relíquias da Morte: Parte 2 representando o final de uma saga épica e competente e que arrecadou uma bilheteria absurda com seus 8 filmes e seus 10 anos de existência, creio que o capítulo final do pessoal de Hogwarts tenha uma singela chance de nomeação como um dos melhores filmes do ano - e basta uma olhada na opinião geral da crítica mundial para saber que isso talvez não esteja tão longe da verdade.
  • Hugo Cabret - Simples assim: o ótimo Ilha do Medo, último filme de Scorsese, foi injusta e solenemente ignorado pela Academia no ano passado. Agora, com uma produção em grande escala de uma adaptação de um livro infanto-juvenil clássico e famoso pelas bandas estadunidenses, Scorsese provavelmente vai ocupar a dita "vaga da animação" (aka vaga da Pixar), visto que Carros 2 se mostrou a maior decepção do estúdio de John Lasseter, e jamais entraria para os 10 Mais da Academia.
  • The Ides Of March - Dirigido pelo competente e adorado George Clooney, The Ides Of March, além de drama político de caráter "denúncia e crítica social", ainda conta com um dos melhores elencos do mundo. E considerando que a maior parte dos votantes do Oscar são atores, nada mais justo do que o filme com o melhor elenco ter suas chances aumentadas.
  • J. Edgar - O queridinho da Academia Clint Eastwood tem vaga quase garantida não só por ser quem é, mas por desta vez desistir de fazer melodrama espírita e contar uma história que preste: a vida do lendário primeiro diretor do FBI, J. Edgar Hoover - papel que, ao ser interpretado pelo ótimo Leonardo DiCaprio, dará grandes chances ao ator para finalmente levar sua estatueta para casa. Sem contar que o roteiro é do já prematuramente oscarizado (e gay; sim o fato de ele ser gay é relevante) Dustin Lance Black.
  • Meia-Noite em Paris - Melhor filme do Woody Allen em anos. Alegre, simpático, inteligente, e com lição de vida.
  • Super 8 - Provavelmente será o primeiro título a sair da minha lista definitiva. Apesar de divertidíssimo, o final não é lá tão bom quanto prometia, servindo mais como resgate nostálgico dos anos 70/80 do que qualquer outra coisa. E tudo bem que esta era a proposta do filme, mas para Oscar creio que faltaria algo a mais.
  • War Horse - Drama de guerra de Steven Spielberg. E Spielberg não é indicado, nem faz nada interessante, desde 2005 (com Munique). E Spielberg é Spielberg.

Dois outros filmes que vem chamando minha atenção como candidatos de Oscar: Drive e Tinker, Tailoy, Soldier, Spy.

E um órfão que tem suas chances se bem divulgado quando na hora do lançamento: The Artist.

Obs: se for elegível, o remake de Os Homens Que Não Amavam As Mulheres por David Fincher é um título forte.

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